ANO VIII - ABRIL 2008

Informativo do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado de São Paulo Filiado à FIA E FIA-LA.

 

CAPA

Atenção senhores pais e responsáveis:
escolham bem as agências de seus filhos

O Sated tem recebido queixas contra agências que comprometem o mercado.. (Página 3):

 

Dubladores falam do seu trabalho, expectativas e mercado profissional

Você não os vê mas, com toda certeza já ouviu, do seu anonimato, suas vozes no cinema ou na televisão dando vida a atrizes ou atores famosos. (Páginas 4 e 5)

O Vigilante Rodoviário ainda está na estrada

Paulistano do bairro de Santana, onde nasceu em 31 de março de 1931, Ary Fernandes começou sua carreira artística em 1949, como radiator. (Página 7)

 

 

PAGINA 2

EDITORIAL

Há o que comemorar

Lígia de Paula Souza*


Apesar dos pesares nos âmbitos econômico, ambiental, político, social, sindical e do nosso próprio segmento, temos muito o que comemorar. Além das festividades tradicionais que cercam o dia 1º. De Maio, o Dia do Trabalho, e das nossas homenagens aos que nos antecederam, a inflação está sob controle e o salário mínimo atingiu o patamar de 250 dólares, superando em 25% o objetivo traçado pelas centrais sindicais no início dessa década e considerado utópico pela maioria naquela época.

No que tange à nossa categoria, no próximo dia 24 estaremos comemorando os 30 anos da promulgação da Lei 6.533, que regulamentou a nossa profissão.

Em São Paulo, a regulamentação da profissão esteve na pauta das prioridades desde a formação do Sindicato. No âmbito nacional, a idéia teve em D. Pedro I seu primeiro defensor quando, em 1822, ordenou a José Bonifácio que vetasse os planos de substituir a Companhia Brasileira que se apresentava no Teatro São João, no Rio de Janeiro, por uma companhia estrangeira. Em 1824, um edital controlava a exibição de peças teatrais e o comportamento do público. Em 1939, um movimento liderado por Procópio Ferreira reivindica ao presidente Vargas facilidades para as excursões de companhias teatrais, dando origem ao Dia do Artista. Até os anos 50, outras conquistas aconteceriam, tais como Contrato de Trabalho, Direito de Matrícula aos circenses e seus filhos nas escolas das cidades visitadas, atendimento preferencial às peças nacionais.

Entre 1968 e 1976, o Sated/SP, presidido por Juca de Oliveira, se dedica a estudar e elaborar um projeto de lei que contemplasse detalhadamente a diversificação da profissão. O dia 24 de Maio de 1978, quando Brasília foi tomada por centenas de artistas, não foi uma data isolada, mas o corolário de uma luta em que se revezaram dezenas de artistas e técnicos, famosos ou anônimos, entre os quais destacamos: Aristides de Basile, Francisco Colman, Benjamin Catan, Juca de Oliveira, Lélia Abramo, Ruthinea de Moraes, Esther Góes, Marlene França, Antonio Petrin e outros.

Atento à modernidade, o Sated/SP se dedica, hoje, à adequação das suas ferramentas operacionais para estimular a participação da categoria tanto nas questões pertinentes à classe artística como nas lutas gerais da sociedade brasileira.

* Presidenta do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado de São Paulo.


 

Aos amigos, parceiros e freqüentadores do SESC

Danilo Miranda*

Gostaria de compartilhar com todos vocês o risco a que o SESC está exposto neste momento. Talvez já tenham tomado conhecimento pela imprensa: o governo federal lançou medidas para melhoria da formação técnica dos jovens brasileiros que, do modo como estão sendo propostas, por mais bem intencionadas que sejam, constituem ameaça de uma intervenção do Estado em uma entidade privada.

O projeto, em resumo, pretende rever a distribuição dos recursos do impropriamente chamado Sistema S. Determina que boa parte da arrecadação dessas entidades seja remanejada para um novo Fundo destinado à formação técnica. O fato, porém, é que as entidades do chamado Sistema S são em si resultado de Fundos já criados, lá nos anos 40, em parte, com a mesma finalidade.

O remanejamento dos recursos desses Fundos para outro novo Fundo, no entanto, implicará na restrição drástica da diversidade e do alcance da reconhecida ação do SESC, em prejuízo da educação permanente promovida diariamente a seus milhares de freqüentadores assíduos.

Diante desse quadro, sinto que é meu dever dirigir-me uma vez mais a vocês, sobretudo porque estou seguro do valor desta instituição.

A melhor maneira de conferir o significado de sua ação é vivenciar o dia-a-dia nas unidades (atualmente são 31, somente no Estado de São Paulo); ouvir o relato dos freqüentadores sobre a importância do SESC em suas vidas e para suas famílias; estar e usar os equipamentos e instalações de primeira qualidade, abertos a todos os estratos sociais, e participar das inúmeras atividades que abrangem um amplo arco de interesses e necessidades, reunindo um público extremamente diversificado.

Acredito que todos vocês já tiveram essa oportunidade. São, portanto, testemunhas da natureza beneficamente eficaz, engajadamente eficiente e profundamente educativa do trabalho que o SESC desenvolve há mais de 61 anos. Esse patrimônio não pode ser sacrificado no altar de prioridades transitórias, em nome das quais se engendra um prejuízo incalculável ao país.

Tornar a Educação meramente técnica, burocrática e pragmática, dissociando-a do universo simbólico, subjetivo, crítico e criativo, cerne da Ação Cultural, é um evidente retrocesso, fruto de visão flagrantemente obscurantista.

Certo de que compreenderão a gravidade dessa perspectiva, escrevo a vocês, formadores de opinião, representantes de classes, artistas, pensadores, amigos, parceiros e freqüentadores do SESC para que se manifestem em prol da continuidade de nosso trabalho. Um projeto que, afinal, construímos juntos.


* Danilo Santos de Miranda é Diretor Regional do SESC SP

 

 

 

PAGINA 3

 

Cuidado: agências inescrupulosas Podem
destruir sonhos de crianças

A pequena N., de 10 anos, está inconsolável. Ela chora, não quer sair de casa e está perdendo a vontade de ser artista, apesar de já ter DRT de modelo infantil, ter sido selecionada para um grupo teatral que ensaia no Sated e diversas participações em comerciais, programas de TV e novelas. E, há apenas algumas semanas a vida parecia um conto-de-fadas: casa nova e contrato com uma rede nacional de TV para fazer um programa infantil.

Mas tudo não passou de um sonho – ou melhor, de um conto-do-vigário.

Um conto policial que começou em novembro do ano passado quando, depois de um desfile, Mari Lima Barreto e Márcio Perin, pais de N., foram procuradas por uma pessoa que se apresentou como Cláudia Regina de Carvalho, que se dizia produtora free-lancer do SBT – Sistema Brasileiro de Televisão. Cláudia dizia ter uma proposta de trabalho para N. no programa Bom Dia & Cia., do SBT.

Como ação de marketing preparatória ao início de sua participação no programa, Cláudia se propôs a negociar contratos de patrocínios comerciais à carreira de N. e chegou a fazer contato com uma loja de calçados e assinar contrato com uma indústria de roupas infantis. E, finalmente, um contrato cheio de erros, mas pelo qual o SBT se comprometia a, além dos salários, arcar com as despesas de educação e moradia de N. e sua família.

A mudança de endereço, da cidade da Grande São Paulo, onde a família morava em um bairro de classe média, para Osasco, tinha dois objetivos, segundo Cláudia: deixa-la mais próximo dos estúdios do SBT e dar acomodações condignas para a nova estrela infantil da emissora, e para isso um apartamento já havia sido alugado e estava sendo reformado e mobiliado para receber N. e seus pais. Cláudia chegou a levar os pais de N. ao prédio onde iriam morar mas, infelizmente, era hora de almoço dos operários e eles não puderam subir para conhecer o apartamento e ver as reformas.

Diante disso, os pais de N. alugaram o próprio apartamento e venderam ou doaram alguns móveis, já que o SBT decorara o apartamento onde iriam morar. Mas no dia da mudança, com seus pertences já em cima do caminhão, um telefonema de Cláudia informava que, infelizmente, os estatutos do condomínio onde eles iriam morar não permitiam mudanças naquele dia da semana. A solução foi deixar a mudança depositada na própria transportadora e pedir abrigo em casa de parentes.

No novo dia marcado para a mudança, novo inconveniente. Agora era um problema com a reforma do apartamento... e mudança novamente adiada. No dia seguinte, uma sexta-feira, finalmente uma boa notícia. Com um pedido de desculpas e para ressarci-los dos evidentes prejuízos, o SBT depositara um determinado valor na conta bancária dos pais de N., informou-lhes Cláudia. “Vocês podem conferir”, a produtora lhes garantiu. E, de fato, um extrato obtido em posto de auto-atendimento bancário acusou um depósito em suas contas, mas ainda dependente de liberação.

Durante todo o fim de semana Cláudia tentou obter dos pais de N. o pagamento de sua comissão sobre o valor do depósito do SBT mas, diante de tantos inconvenientes, eles recusaram. Foi o que lhes salvou. Na segunda-feira, um novo extrato revelou o depósito de apenas R$ 1,00. Cláudia Regina de Carvalho chegou a anunciar um novo depósito, mas era o mesmo logro. Assustados, os pais de N. correram ao SBT, para descobrir que não havia apartamento, nem contrato, nem programa... Cláudia nunca prestou serviços ao SBT. Nem sequer era conhecida lá.

Os pais de N. registraram queixa de estelionato no 7º Distrito Policial de Osasco. Cláudia Regina de Carvalho, que não é produtora artística, não possui o DRT para isto, tem pedido aos pais de N. que retirem a queixa de estelionato, alegando ser, ela também, “uma vítima”.

Em sua busca de informações sobre o comportamento de Cláudia Regina, os pais de N. afirmam terem tido contato com pais de outras crianças, vítimas de Cláudia. No carro de uma delas, Cláudia Regina teria esquecido um envelope com passaportes de várias adolescentes e material que indicaria que seriam enviadas ao Japão.

São acusações extremamente sérias, para as quais o Sated-SP exige toda atenção das autoridades. Porque, além das possíveis responsabilidades penais, é preciso que se identifique quem é esse tipo de pessoa capaz de tentar obter lucro fraudando os sonhos de uma criança.
Ou de um artista.

 

 

Alerta aos Pais

O Sated-SP tem recebido inúmeras queixas contra agências de modelos e produtoras artísticas que, embora sem a gravidade do caso de N. e sem que se possa configurar como estelionato, lesam artistas mirins causando danos psicológicos às crianças. Geralmente, seus pais são atraídos através de anúncios em jornais ou por indicações de agências que cobram entre R$ 50,00 e R$ 250,00 para cadastramento dos modelos para futuros trabalhos ou elaboração de “books”. O problema é que as fotos para os “books” são de péssima qualidade e, feito o pagamento da taxa de cadastramento, os jovens modelos nunca mais ouvem falar das agências.

Nas últimas semanas essas vítimas têm se multiplicado e o Sated-SP registrou as queixas de Terezinha Fernandes Barbosa, mãe do menor V.B.P., de 13 anos; Maria Aparecida Silva de Souza, mãe de K. S.de S., de 9 anos; Ângela Guedes de Oliveira, mãe de M.G.de O., 10 anos e; Euzélia da Silva Nunes Perandré, mãe de N.S.N.P., de 11 anos.

Com base nessas denúncias, o Sated-SP alerta contra as seguintes empresas: Starfox, Multimagens Comunicação, Cinec Produtora, Máster Models, Som Imagem Produções, Brasil Produtora e Cine Model. Na lista, está ainda uma tradicional loja de departamentos que nunca pagou um trabalho efetuado por uma atriz mirim. Algumas dessas empresas acumulam queixas desde 2006 e, procuradas pelo Departamento Jurídico do Sated-SP, negam-se a devolver o dinheiro das vítimas e dão respostas evasivas.

 

 


PAGINA 4 e 5

 

Empresas faturam milhões,
... já o salário dos dubladores...

Você não os vê mas, com toda certeza, já ouviu suas vozes no cinema ou na televisão, dando vida a atores ou atrizes famosos ou nos encantando com os sons rouquenhos do Pato Donald ou os gritos do Akira. Estamos falando dos dubladores, profissionais disciplinados, sensíveis, versáteis mas que vivem num verdadeiro anonimato e enfrentando com garra os problemas do segmento que, todos concordam, são muitos. Mas, afinal, o que é ser um dublador?

Em um dia de inspiração, a dubladora Alessandra Araújo descreveu assim o profissional:

“Ser dublador é, acima de tudo, ser humilde. É nunca contar com aplausos. É ter a imensa responsabilidade de fazer o mesmo que o ator estrangeiro, só que em português, dentro da inevitável restrição labial. É se despir de seus próprios personalismos e acatar os personalismos das interpretações e bocas alheias. É cumprir horário. É pensar rápido. É descobrir palavras semelhantes que melhor se adaptem ao sincronismo labial. É mudar sua própria articulação para, imitando a alheia, ficar mais verdadeiro. É emocionar, se emocionar ... é errar e, errando, viver de acertos. É perceber que há um mundo de pessoas que consome seu trabalho e adora! Ser dublador é realizar. É ser vários tipos, no mesmo dia. Estar atento. Atualizado. Ligeiramente aculturado. É dublar o ator fazendo o personagem e não o personagem. É sentir-se e saber-se injustiçado – diante da baixa remuneração – e, ainda assim, persistir. É acreditar que algum dia haverá Direitos Conexos. É não se arrepender. É sempre achar que poderia ter feito melhor. Ser dublador é chorar de verdade, quando a cena emociona e depois rir de si mesmo por ter feito isso. Ser dublador é digerir a glória, tão inglória, de viver no anonimato”.

Passando aos fatos concretos, o “Aplauso” ouviu quatro dubladores experientes – Antonio Moreno, Alessandra Araújo, Sérgio Moreno e Gilberto Baroli – que, além de contar um pouco de suas histórias, fizeram um elenco dos aspectos positivos e negativos da profissão.

Filme não é para ler
Antonio Moreno, no segmento há 39 anos, gosta de repetir: “Se você quer ler, leia um livro e não um filme; este é para ser assistido. Se o filme não recebesse prêmio por fotografia, figurino, ele não precisaria ser visto. Você só iria ao cinema para ler”.

Ele começou ainda criança fazendo peças infantis em rádio-teatro e, por necessidade, começou a trabalhar como locutor. De lá para cá, constata, “ocorreram muitas mudanças tecnológicas que se refletiram no lado artístico e que tivemos de acompanhar. Antigamente, trabalhava-se com anéis, pedaços de filmes de 20 segundos cortados, que eram rodados continuamente no projetor. Ensaiávamos juntos e gravávamos todos juntos numa fita de rolo. Hoje, com o computador, cada um faz a sua parte separadamente”.

Antonio Moreno considera que estas mudanças foram positivas e agregaram valor ao trabalho do dublador já que, outrora, se trabalhava num regime quase escravagista, gravando o dia inteiro. Mas, se por um lado, o profissional, as coisas estão melhores, por outro, como o mercado é globalizado, qualquer problema numa face do complexo se reflete em todo o bloco. E ele cita como exemplo a recente greve dos roteiristas em Hollywood, que teve reflexos muito negativos no Brasil, deixando dubladores brasileiros muito tempo sem trabalho.

Com quase 40 anos de profissão, admite que não encontra propriamente dificuldades no que se refere ao seu trabalho como ator mas, como cada filme é algo diferente, com suas peculiaridades, o profissional tem de se adequar a cada fita e estar antenado com as inovações tecnológicas. E por isso recomenda aos que querem entrar na área que “sejam observadores, freqüentem os estúdios, percebam os detalhes e postura do profissional mais antigo e conheçam a técnica da profissão”.

Entre os personagens mais conhecidos dublados por Moreno estão (desenho animado), Brutus, do Popeye, João Bafo de Onça, Mickey, Irmãos Metralha; (séries) Esquadrão Classe A, Charles Bronson em vários filmes, entre os quais Desejo de Matar e a primeira novela venezuelana dublada no Brasil, “Os Ricos Também Choram”, na década de 70, inaugurando a série de novelas estrangeiras dubladas.

Do ponto de vista sindical, Moreno, que liderou a categoria por cerca de 20 anos, confessa estar um pouco cansado em função da apatia do segmento. “Todos cobram remuneração melhor e atitudes do Sated, mas poucos freqüentam nossas assembléias. Como todo brasileiro, eles nunca acham que têm de fazer alguma coisa, se dedicar um pouco ao seu sindicato. Esquecem que o Sindicato é o resultante do empenho de cada um de nós. Primeiro temos que fazer e, depois, cobrar”.

Alessandra Araújo
Alessandra começou ainda na infância, cantando em festas da família. Em 1988, sob a direção de Fernando Muralha, fez peças didáticas em escolas e um curso de locução no Senac. Em seguida começou um estágio na Álamo, que a levou ao mundo da dublagem. Apresentou um programa feminino, Vida Nova, na TV Record e fez vários comerciais e institucionais de treinamento para empresas. Paralelamente, cursou Jornalismo na Cásper Líbero e trabalhou como produtora de jornalismo nos programas “Vamos sair da Crise”, “Paulista 900” e “TV Mix”. Dublou várias séries japonesas (uma coqueluche, na época) e atrizes famosas, como Salma Hayek, Catherine Zeta-Jones, Queen Latifah, Vanessa Williams, Glenn Close, Victoria April, Sofia Vergara, Oprah Winfrey, Mariel Heminghay, Farah Fawcett, Brooke Shields e muitas outras.

Perguntada sobre o que lhe atrai na profissão, Alessandra se revela:

- A possibilidade de ser muitos personagens no mesmo dia. O desafio de recriar, em Português, o que já foi feito por outras atrizes, dentro das restrições labiais e emoções. Nessa profissão, a vida realmente é movimentada.

Da mesma maneira, é bem crítica quanto aos entraves:

- Quando se tem um sonho, os entraves se transformam em desafios, meros obstáculos a serem transpostos. Todo ator é egocêntrico, não tem jeito. Então, o anonimato é algo que tem de ser internalizado quando se quer abraçar a profissão. Somos poucos reconhecidos diante das cifras monumentais que movimentamos e da importância cultural do nosso trabalho. Outro aspecto, também, são as condições físicas de trabalho: ar condicionado, sonex (espuma de revestimento acústico), carpete. Tudo isso tem muito ácaro e é prejudicial à saúde. A falta de apoio do governo com relação às nossas questões, também é preocupante, Deveríamos ter atenção especial no que diz respeito aos nossos Direitos Conexos (Direito Autoral que prevê o pagamento de percentual a cada exibição do trabalho dublado).

Hoje, com sua experiência de 20 anos de dublagem, sendo que 13 como diretora, Alessandra acha que mesmo não contemplando um grande número de profissionais, o segmento movimenta muito dinheiro e enfatiza: “Creio que o Sindicato, há tantos anos trabalhando por nós, deveria ter um departamento de dublagem, dirigido por um profissional da área, com amplo conhecimento das nossas necessidades e que acompanharia as negociações para os acordos na área visando à melhoria das cláusulas. No mais, quero agradecer ao Sated por nos dar a possibilidade de falar e divulgar nosso trabalho, pela colaboração de tantos anos e pela garra e luta de sempre”.

Sérgio Moreno
Sérgio nasceu em Resende, no Estado do Rio de Janeiro, e começou sua carreira na Cidade Maravilhosa, onde fez rádio, curso de teatro e seus primeiros trabalhos profissionais, após conseguir seu DRT. Em 1994 começou a trabalhar com dublagem em São Paulo. Naquele tempo, com o “boom” da TV à Cabo, que começava a surgir no Brasil, tudo precisava ser dublado.

A dublagem tem como característica principal a gravação no nosso idioma, o Português. E isto no Brasil, onde o índice de cultura é baixo e em que a maioria da nossa população não fala nem a sua língua corretamente, o serviço de dublagem teria de ser considerado como “de utilidade pública”, ao permitir que milhões de pessoas tenham acesso à cultura e obras de entretenimento de outros países.

Segundo Sérgio, muitos batem no peito e dizem: “eu não vou ver o Denzel Washington dublado pelo Sérgio Moreno. Quero ver no original. E terminam desviando sua atenção do filme para ler aquelas letrinhas amarelas da legenda que somem quando a cena fica mais clara. E, mesmo assim, nem desconfiam que aquelas letrinhas às vezes não reproduzem exatamente as falas do Denzel Washington. Eles nem sabem que o sistema de dublagem é algo muito sério e é utilizado em todos os filmes americanos. Hoje, não existe som direto, pois não há jeito de se tratar totalmente todos os ruídos externos ou a ressonância do eco de uma sala. Assim, os atores e atrizes, posteriormente, dublam a si mesmo e temos um ótimo produto final. Se você sabe inglês, a ponto de assistir um filme do Denzel Washington ou Bruce Willis no original ou em outro idioma qualquer, muito bem. Mas assistir filme legendado é uma coisa louca. Inclusive, como a tradução já é feita no Exterior, o número de palavras grafadas de maneira errada é muito alto. Por isto, acho que este tipo de legenda deveria ser proibido porque, afinal, o nosso idioma é o símbolo maior da nossa cidadania”.

Sérgio, que já fez novela e teatro, considera que a dublagem é a função que mais bagagem dá ao ator, em função da versatilidade que o trabalho exige. “No teatro, você fica meses ensaiando e, depois, a peça fica em cartaz durante semanas, meses ou anos. A repetição vai te dando uma força cada vez maior. Na televisão, você leva o roteiro para casa e faz um ensaio prévio. Na dublagem, você chega, ocupa seu lugar e o trabalho já está rolando. E você tem de embarcar no mesmo ritmo, assistindo a uma interpretação já pronta na qual você vai ter de colocar sua própria interpretação, isto é, um pouco de si, de seu trabalho de ator”.

Quando perguntado sobre a relação dos dubladores e o Sated, Sérgio Moreno pondera que um “sindicato só é forte a partir do momento que a classe dá apoio. Em movimentos anteriores, tivemos momentos tristes em que muitos furaram greve, não cumpriram seu papel. O Sated está cumprindo sua função de integração, de representação legal da classe, de dar suporte jurídico. Muitos associados é que não dão suporte ao Sindicato. Creio que para melhorar a relação do segmento com o Sated, talvez fosse interessante o Jornal Aplauso ter uma coluna mensal sobre os dubladores. Isto, certamente, ajudaria a elevar a auto-estima do segmento e, com certeza, concorreria para uma maior aproximação”.

A fama do Baroli
Como toda regra tem sua exceção, o dublador Gilberto Baroli, com quase quarenta anos de profissão, é conhecido do grande público e com freqüência é convidado a viajar para participar de encontros e congressos com os fãs de desenhos animados japoneses.

“Eu tive a sorte de ter caído nas graças dos fãs e já participei de festivais em Campo Grande, Porto Alegre, Salvador, Natal, Fortaleza, Recife, enfim, praticamente em quase todo o Brasil. Os festivais são promovidos pelos fãs-clubes de desenhos animados japoneses. Além das conversas entre os próprios fãs, há exibição de muitos desenhos e palestras de dubladores que contam “casos” ocorridos nas sessões de dublagem e falam sobre seus “personagens”. Em março passado, participei de um encontro deste tipo em Salvador e precisei prolongar minha permanência por mais um dia, tal era o interesse do pessoal. Porém o que mais me tocou, foi um jovem que perguntou se podia me dar um abraço no final do encontro. É gratificante saber que o seu trabalho é reconhecido”, comenta Baroli.

Nos anos sessenta, Gilberto Baroli estudava e sonhava em ser professor de Português. Fazia, também, teatro amador na Lapa, bairro de São Paulo. Em um dos ensaios, alguém lhe falou que a Ruth Escobar ia iniciar uma série de testes com atores novos para a peça “Lisístrata”. Foi aprovado e entrou para o elenco, fato que marcou ainda sua entrada para o mundo profissional artístico. Trabalhou na Tupi, onde fez programa ao vivo e novelas e só saiu por questões financeiras, já que a emissora não pagava os salários. Fez Ricardo III, com Juca de Oliveira, e percorreu todo o país com a peça. Por volta de 1967, convidado por uns amigos que eram dubladores (Helena Samara e Older Cazarré), entrou para o mundo da dublagem.

Hoje, toda a família está na área da dublagem. Seu filho Hermes tem estúdio de gravação. Suas filhas Letícia Quinto e Luciana Baroli são dubladoras. Sua esposa atual, Rosa Maria Baroli, faz dublagem e direção no estúdio Vox Mundi.

Entre os personagens mais conhecidos que dublou, estão o robô de “Perdidos no Espaço” e a série “Elo Perdido”. Fez muito filme policial. Porém, o que mais lhe deu satisfação e fama foram os desenhos animados japoneses, entre eles “Cavaleiros do Zodíaco”, em que faz o Saga.

Baroli, pela sua ética e competência, é muito respeitado no meio e sempre usou estas qualidades no trabalho em prol do segmento. Por exemplo, é inflexível quanto à exigência do DRT de ator para todos que pretendem trabalhar na área e na defesa dos direitos conquistados. Também concorda que o segmento precisa estar mais próximo do Sindicato, talvez até fazer parte da nova Diretoria.

E assim, de “anel em anel”, os dubladores prosseguem na sua luta profissional, brigando pelo respeito dos produtores às suas conquistas e sonhando com o reconhecimento pleno de seus Direitos Conexos.

 

O Teatro da Criança, pela Criança, para a Criança

Júnior Mosko, ator, diretor teatral e do SATED, lançou no dia 07 de maio passado sua primeira obra: “O Teatro da Criança, Pela Criança, Para a Criança”. O lançamento nacional aconteceu na Casa das Rosas, situada na Av. Paulista, em São Paulo. O livro será disponibilizado para venda avulsa e custará R$20,00.

A obra foi escrita em 2002, época em que o autor montava a peça infantil “Dononça Faz Quitutes” e é direcionada a pessoas que trabalham em teatro, mas também serve para as mães, já que fala de crianças.

O livro tem seu foco na maneira de como trabalhar teatro com crianças e também faz ligação até a maturação delas, onde mostra que o caminho da educação se desenvolve através de brincadeiras. Nestas pesquisas, o autor utilizou diversas formas de investigação de estudo junto às crianças.

Ator e diretor desde criança, Júnior Mosko iniciou sua carreira no teatro aos 13 anos, dirigindo e atuando na peça “A Viagem ao Faz de Conta”, de Walter Quaglia. De lá pra cá recebeu vários prêmios. Entre eles: melhor ator (“Peter Pan”); melhor ator (“O Diário de Anne Frank”) e melhor diretor infantil (“Aprendiz de Feiticeiro”).

Atualmente Mosko faz mestrado na USP, orientado pela professora Ingrid Koudela, dirige o núcleo de artes cênicas do SESI Sorocaba e é secretário geral do Sindicato dos Artistas do Estado de São Paulo, além de ter atuado como professor de pós graduação na USC (Bauru).


 

PAGINA 6

 

Morre atriz Renata Fronzi

Faleceu na tarde da terça-feira, dia 15 de abril, aos 82 anos, a atriz Renata Fronzi. A artista faleceu no Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, onde estava internada há um mês, vítima de falência múltipla dos órgãos, em conseqüência de diabetes. Seu corpo foi cremado na tarde do dia 16, em cerimônia realizada no Cemitério do Caju, Rio.

Renata era argentina de nascimento, mas fez toda sua carreira no Brasil, onde começou como bailarina no Teatro Municipal de São Paulo. No teatro, sua estréia aconteceu com a peça “Sol de Primavera”, na Companhia de Eva Todor. Fez cinema e novelas na TV, destacando-se “Minha Doce Namorada”, “O Rei dos Ciganos”, “O Semideus”, “Pão Pão, Beijo Beijo” e a minissérie “Memorial de Maria Moura”. Todavia, seu personagem mais famoso foi “Helena”, na série “A Família Trapo”, onde contracenava com Zeloni e Ronald Golias.

 

 

Adeus a Jorge Perrone

O ator, pirofagista, palhaço, bonequeiro, artista circense e arte-educador Jorge Eugênio Perrone faleceu nas primeiras horas do dia 14 de abril e foi sepultado no final da tarde do dia seguinte no Mausoléu do Sindicato dos Artistas, no Cemitério de Campo Grande. Perrone foi velado na ala de velórios do próprio cemitério, onde recebeu o adeus e homenagens da classe artística e dos inúmeros amigos. Com uma bem sucedida trajetória profissional que incluiu trabalhos no cinema, teatro e monitor de arte e cultura, foi exatamente no circo, como o palhaço Espaguete, que viveu seus grandes momentos. O SATED estende seus votos de pesar à família e amigos de Jorge Perrone.

 

 

Missa Chaplinesca na Sé

No dia 16 de abril passado, comemorando os 119 anos de nascimento de Charles Chaplin, o ator Paulo Pastella encenou uma performance representando Carlitos durante missa na Catedral da Sé, sendo aplaudido por todos os presentes.

A Pastella Produções nasceu da admiração de um ardoroso fã por seu ídolo Charles Spencer Chaplin, e sua criação: Carlitos, o Eterno Vagabundo. No decorrer do seu trabalho a admiração pelo personagem foi norteando a formação do ator Paulo Pastella, que personifica o Carlitos em diversos eventos, tais como campanhas publicitárias, festas e seminários.

Pastella pretende fazer uma grande homenagem a Chaplin no próximo ano, quando o ator estaria completando 120 anos. Para tanto, está tentando trazer ao Brasil Geraldine Chaplin, a filha de Carlitos, e agradece às pessoas que possam dar informações que o permitam entrar em contato com Geraldine. As informações podem ser deixadas no próprio Sated.

 

 

Mausoléu dos Artistas é reformado

Você sabia que o SATED/SP mantém um mausoléu próprio, localizado no Cemitério de Campo Grande, na Zona Sul de São Paulo?

Pois é, e neste local estão sepultados inúmeros artistas e técnicos, entre eles Raphael de Carvalho, Ruthinéa de Moraes (restos mortais foram transferidos para o ossário que fica no próprio Mausoléu dos Artistas), Renato Restier, Dilma Cunha, Zélia Silva, Maranhão, Linda Gay, Ody Fraga, Paulo Lago, Neide Boccolli, Sidney Estevam, Dankito, Jorge Perrone, entre outros. No último mês de março, como forma de agradecer ao SATED o recebimento dos restos mortais de sua mãe, Neide Boccoli, sua filha, Suely, fez uma doação financeira à entidade, ajudando na efetivação de pequenos reparos no Mausoléu.

 

 

Carmem Silva

A televisão, o cinema e o teatro brasileiros perderam uma das mais antigas atrizes brasileiras em atividade, a gaúcha Maria Amália Feijó, conhecida pelo nome artístico de Carmem Silva, falecida no dia 21 de abril, aos 92 anos de idade, devido a uma pielonefrite, infecção das vias urinárias superiores. Nascida na cidade de Pelotas, em 5 de abril de 1916, dedicou-se inicialmente ao teatro e fez sua estréia no cinema em 1946 no filme El Angel Desnudo e desde então participou de 15 outras produções, a última das quais Valsa Para Bruno Stein, de 2007. Pioneira da televisão no país, sua primeira novela foi Cela da Morte, de 1958. Depois disso, integrou o elenco de outras 24 produções para a TV, muitas das quais marcaram época, como Pigmalião 70 (Globo, 1970) em que contracenou com Sérgio Cardoso, Tonia CarreRo, Suzana Vieira e Betty Faria; Minha Doce Namorada (Globo, 1971), com Regina Duarte, Cláudio Marzo e Mário Lago; Cara a cara (Bandeirantes, 1979) com Fernanda Montenegro, Débora Duarte e Nathália Timberg, entre outros. Seu último papel de destaque na televisão foi como Flora, uma idosa maltratada pela neta, interpretada por Regiane Alves, na novela Mulheres Apaixonadas (Globo, 2003). Seu corpo foi sepultado no cemitério Irmandade São Miguel e Almas, em Porto Alegre.

 

 

Artistas presentes Na Feira da Pompéia

O Sated-SP estará presente na 21ª Feira de Artes da Pompéia, que acontecerá entre 9h00 e 19h00 do dia 18 de Maio, na esquina das ruas Padre Chico e Tucuna. Produzido e coordenado por Elza Fernandes, diretora do FAAT - Fundo Assistencial aos Artistas e Técnicos, o stand do Sated-SP na Feira de Artes da Pompéia terá à venda, entre outros artigos, camisetas e os tradicionais broches com as máscaras representantes da comédia e da tragédia. Toda a renda reverterá para o FAAT.

Oficializada pelas leis municipais 11.920, de novembro de 1995, e 14.485, de julho de 2007, a Feira de Artes da Pompéia faz parte dos calendários oficiais de eventos da São Paulo Turismo – SPTuris, a empresa de turismo da Prefeitura paulistana, e da Secretaria de Esportes, Lazer e Turismo do Governo do Estado de São Paulo. Na edição de 2007, a feira contou com a presença de 150 mil visitantes.

 

 

 

PAGINA 7

 

O Vigilante Rodoviário Ainda está na Estrada

O que têm em comum Stênio Garcia, Juca Chaves, Fúlvio Stefanini, Ary Fontoura e Rosa Maria Murtinho? Todos eles, no início da carreira, foram dirigidos pelo cineasta Ary Fernandes, pioneiro da televisão brasileira, na qual começou como ator, em 1951 e dono de um dos mais extensos e densos currículos do cinema nacional. Ary Fernandes produziu e dirigiu mais de 130 filmes, tanto em âmbito nacional quanto internacional, entre elas duas obras que se tornaram referência para a televisão e o cinema brasileiros, os seriados de TV, depois transformados em filmes para o cinema, “Vigilante Rodoviário” e Águias de Fogo”. No dia 17 de abril passado, Ary esteve no Sated-SP para participar dos debates após a apresentação de seu filme “Mágoas de Caboclo”, de 1970. E o papo rolou solto.

Paulistano do bairro de Santana, onde nasceu em 31 de março de 1931, Ary Fernandes começou sua carreira artística em 1949, como radiator, locutor e humorista na Rádio América de São Paulo e foi um dos primeiros atores a trabalhar na recém lançada TV Paulista, Canal 5. E, em 1951, com apenas 21 anos, fez sua estréia no cinema como assistente de produção do longa metragem “O Canto do Mar”, dirigido por Alberto Cavalcante. Nos anos seguintes, entre 1953 e 1961, participaria, como produtor ou diretor, de 16 filmes, entre eles “Die Windrose” (Rosa dos Ventos) para a companhia alemã Delta Filmes, de Berlim.

Foi com essa experiência que, em 1962, criou a Procitel – Produções Cine Televisão Ltda., para lançar a primeira série brasileira para a TV, o “Vigilante Rodoviário”, da qual filmaria 38 episódios. O sucesso de público abriria o caminho para quatro longas metragens com o personagem e para uma nova série, “Águias de Fogo”, sobre os pilotos da Força Aérea Brasileira, em 1967.

Roteirista, produtor e diretor de filmes, entre outros, de Mazzaropi, Renato Aragão e Lando Buzanca, Ary Fernandes tem em seu currículo centenas de comerciais e atua como ator e diretor de dublagem de séries para a TV. Extremamente eclético, dedicou-se também à literatura, com várias obras publicadas, entre as quais, “A História do Fordinho Horácio” e “Doutor Vital Brasil”, uma biografia do criador do Instituto Butantã .

Atualmente, Ary Fernandes trabalha em vários projetos, entre os quais um novo livro, com título provisório de “O Último Vôo de Paris”, direção de dublagem de séries para a TV, o roteiro de um novo longa metragem do vigilante rodoviário e argumento e roteiro para outra série para a televisão, “Uamiri, o Curumim do Amazonas”. Aos 77 anos de idade, Ary Fernandes, o eterno Vigilante Rodoviário, ainda está na estrada.

 

 

PAGINA 8

 

Sated instalará Banca em Porto Feliz

Uma banca do Sated estará na cidade de Porto Feliz no mês de junho para avaliar os atores da cidade interessados em obter o registro na Delegacia Regional do Trabalho, o chamado DRT. A realização dos exames de avaliação foi acertada em uma reunião entre a Presidenta do Sated, Lígia de Paula Souza, o prefeito Cláudio Maffei e o ator Paulo Pompéia, Diretor de Capacitação de nossa entidade. O encontro foi uma iniciativa do produtor Vicentini Gómez, impressionado com a qualidade dos atores portofelicenses, que dirigiu durante a realização de um documentário contando a história da cidade. “Os atores portofelicenses demonstraram muita dedicação e talento durante as gravações do documentário. Agora eles terão a oportunidade de obter o DRT e se tornaram verdadeiros profissionais”, comemorou o prefeito

 

 

Teatro Ruth Escobar
e
Escola Hadassa Music

Apresentam

Sonho Mágico

O musical
da obra de Maria Helcília Alves de Araújo Alves

Direção Geral
Iluminação/ Sonoplastia /Coreografia
Iremar Melo

Estrelando
Rebeka Angel

ELENCO: Estrelando Rebeka Angel com Ana Beatriz, Roberta Medina, Jéssica Piola, Flávia Galvani, Heitor Marques, Thamires Nunes, Sara Ferreira, Isabella Caçador, Yago Santos, Monique Mendonça,Vitória Mendes, Mateus Polli, Nayra Mendonça, Otávio Piola, Guilherme Gomes e Jayder Cruz
SINOPSE: Sonho Mágico é um musical Infanto juvenil onde uma criança realiza todas as suas peripécias do dia-dia. Muitas coreografias, luzes, brilho, colorido, cenas engraçadíssimas, trabalhando o imaginário do espectador, muito humor e muito talento de jovens artistas que fazem a diversão do público.

Até 6 de Julho sempre às 16h - ( Todo Sábado e Domingo)
Ingressos à R$ 20,00 reais
Meia entrada à R$ 10,00
Sábado e domingo às 16 h
Teatro: Ruth Escobar
Endereço: Rua dos Ingleses,209 Bela Vista ( teatro próx. a Brigadeiro)
Telefone Teatro: 11- 32892358
Fone Produção do Espetáculo: 11-8781-2922 e 41056874


 

São Paulo,