ANO VIII - MAIO 2008

Informativo do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado de São Paulo Filiado à FIA E FIA-LA.

 

CAPA

Nota Oficial

O SATED – Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado de São Paulo, o SJSP – Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo e a Comissão de Ética do SJSP vêm expressar seu veemente protesto contra a invasão das instalações da Rede TV! em São Paulo e a prisão do sargento Laci Marinho de Araújo por tropas do Comando Militar do Sudeste.

Ainda que respaldada por ordem emitida pela Justiça Militar, a operação surpreendeu por ser a primeira vez, desde os tempos da ditadura militar e do AI-5, que militares invadem uma emissora de televisão à caça de “fugitivos”.

A violência só não foi maior devido à firme intervenção dos representantes da Comissão de Direitos Humanos da OAB-SP e do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana de São Paulo que, com risco a suas integridades físicas, impediram a entrada de soldados na Rede TV! e a prisão do sargento até que o Exército obtivesse uma ordem judicial, um mandado que consideramos arbitrário por violar as liberdades individuais e de imprensa.

São Paulo, 4 de junho de 2008.

Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversão do Estado de São Paulo

Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo

Comissão de Ética do SJSP

 

Justiça para todos

Os princípios que norteiam a Defensoria Pública paulista são os pilares básicos que sustentam a Democracia em todas as regiões e países do mundo. (Página 5)

Lei Rouanet já dispõe de mecanismos

Parcela ponderável da categoria considera que a Lei já tem mecanismos suficientes para a sua sustentação. (Página 7)

José Renato - Um homem de teatro (Página 3)

EDITORIAL - Sonhos e realidades (Página 2)

 

Responsabilidade com o Planeta (Página 4)

 

 

PAGINA 2

EDITORIAL

Sonhos e Realidades

Lígia de Paula Souza*


Quando a redatora que faz o jornal “Aplauso” retornou à redação após uma entrevista com o José Renato, perguntei-lhe:

- E como está o nosso Zé?

A resposta veio rápida:

- Grande e generoso como sempre.

De fato, este era o Zé que eu admirava de longe e que, mais tarde, quando passei a exercer a profissão de atriz, conheci de perto. Era o homem de teatro que junto com Augusto Boal, Guarnieri, Vianinha, Paulo Pontes, Flávio Império, Myriam Muniz, Dina Sfat e tantos outros conseguiram trazer aos palcos a história dos brasileiros “humilhados e ofendidos”. E com que riqueza, transformando palavras simples em verdadeiras aulas de ética, cidadania, solidariedade e os cotidianos aparentemente sem glamour em vidas ricas e participantes. E quando entravam em campanhas cívicas, tais como as lutas pelas liberdades política, de informação, do ir e vir, de se reunir, contra censura e pela anistia, arrastavam centenas de colegas e cidadãos.

Estou lembrando essas coisas porque, algumas vezes sou invadida por um sentimento frustrante, que me leva a sentir que levamos uma vida cada vez mais voltada para nós e os nossos problemas, distanciando-nos do social.

Mas, de vez em quando chega-nos uma excelente notícia. Dentro desta perspectiva, gostaria de anunciar que, por indicação da Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo, os artistas, através de sua entidade de classe – o Sated/SP, foram convidados a coordenar um ato que acontecerá no próximo dia 18 de Agosto e que será o embrião de resolução já aprovada pela CNBB – Conferência Nacional dos Bispos em sua conferência de Itaici, em abril passado, que prevê um novo Projeto de Lei de Iniciativa Popular impedindo a candidatura de pessoas com antecedentes criminais e candidaturas dos que renunciam ao mandato para fugir de punições legais. A iniciativa partiu da CNBB, mas conta com o apoio da OAB, da ABONG que, com mais 32 entidades, compõem o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, responsável pela aprovação da Lei 9.840/1999.

É hora de voltarmos a mostrar à sociedade que os sonhos e realidades que mostramos nos palcos são reflexos dos sonhos e realidades vividos por cada pessoa. Algumas vezes belas, outras cruéis. Mas, sempre sonhos e realidades. Unamo-nos e mais uma vez mostremos nossa arte e nosso espírito de cidadão(ã).

* Presidenta do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado de São Paulo.


 

Ação por um Mundo Melhor

Josephina Bacariça*

O momento é de grande efervescência. Nele, revelam-se avanços na consciência e na ação. Clamores já não podem ser compreendidos como simples lamúrias. Lágrimas, embora dolorosas, não podem ser sentidas com passividade e conformidade.

A indignação, fartamente adubada pelas derrotas e frustrações, é passo decisivo que nos leva a buscar caminhos solidários e à organização para a participação, sem o que não pavimentaremos a estrada da sociedade democrática com que sonhamos.

Nesse sentido um novo Projeto de Lei de Iniciativa Popular impedindo a candidatura de pessoas com antecedentes criminais e candidaturas dos que renunciam ao mandato para fugir de punições legais foi lançado no dia 9 de abril último, em Itaici, Indaiatuba (SP), durante a 46ª. Assembléia dos Bispos do Brasil. A iniciativa partiu da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), da Associação Brasileira de Organizações não Governamentais (ABONG), que com mais 32 entidades compõem o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), responsável pela aprovação da Lei 9.840/1999.

Segundo Marlos Reis, Presidente da Associação Brasileira dos Magistrados e Procuradores Eleitorais (AMPPE, o objetivo do projeto “é possibilitar o afastamento de candidaturas de pessoas que estão envolvidas em práticas criminosas, ainda que não haja sentença definitiva. Não estamos dizendo que a lei os impeça de serem candidatos, mas que não o sejam enquanto corre o processo. Hoje, a lei impede uma pessoa a se candidatar ao cargo de vigilante caso seja suspeito de crime, mas não impede alguém, na mesma situação, de se tornar detentor de poder político”. Outra preocupação nossa são os que buscam na eleição uma forma de ter foro privilegiado para escapar da punição por possíveis crimes praticados.

O que procuramos, na verdade, é restaurar a crença do cidadão nas instituições políticas, bases da nossa democracia e pelo menos tentar mostrar que a lei que vale para que o vigilante não tenha acesso ao cargo é a mesma lei que impede que pessoas suspeitas de cometerem delitos se imponham como políticos e tenham foro privilegiado. Afinal, um outro Brasil é possível.

Josephina Bacariça é Diretora-Presidente da Comissão Justiça e Paz de São Paulo.

 

 

 

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Um Homem de Teatro

 

Além de um grande brasileiro, José Renato é, também, um grande homem de teatro. Aos 82 anos, idade em que muitos já pararam, ele está se preparando para reinaugurar o Teatro de Arena, fundado por ele há 52 anos, com uma programação que homenageará seu grande parceiro Oduvaldo Viana Filho, o Vianinha. E enquanto o momento não chega, dirige a peça “Lágrimas de um guarda-chuva”, em temporada no Teatro dos Arcos, na Rua Jandaia, que também é administrado por ele. E na conversa que o “Aplauso” manteve com ele no dia 27 de maio, entendam porque o chamamos de “grande”. Em vez de entrevistas, deliciemo-nos com o que ele próprio escreveu sobre vários assuntos.

O Ontem e o Hoje
“Não gosto de falar muito do passado. Pode parecer que o presente é tão sem futuro, que eu prefira permanecer na hora da saudade. Mas é evidente que o Teatro, infelizmente, é uma arte em extinção ... ou, talvez, em transformação. Como tudo, aliás. Para min, vivia-se melhor nos anos 50, 60, do que agora.... Até o advento da ditadura, este país respirava um ar de criatividade e desenvolvimento intelectual invejáveis. Depois ... Bom, depois é depois. Lastimo o sucateamento da educação no Brasil, que começou em 64. Para que serviria a Educação, afinal? Não é conveniente que as pessoas pensem. E a Educação e o Teatro são exatamente pra isso. Ajudar a gente a pensar. Então, vamos tocar em cima deles uma coisa moderna, que englobe Educação, Teatro, diversão, comércio, tudo ... e chamou-se a isso Televisão. Talvez com a certeza de que com essa arma podemos controlar, oferecer o que quisermos e manobrar a cabecinha das pessoas. Em pouco mais de 30 anos teremos um povo domado, que age conforme nossos comandos e que aceita nossa orientação pedagógica tranquilamente. Fica sentado na sua sala de estar e recebe notícias, ensinamentos, orientação, tudo como nós queremos ... E não é que acertaram! Veja o brasileiro de hoje...

Viver é um acumular de experiências ou tornar-se um pedante? - “Viver, hoje em dia ... Creio que ainda tenho muitíssimo a aprender e muitíssimo a contemplar ... Acredito na renovação diária, acredito que sentir o que acontece, gozar cada instante é a melhor maneira de devolver à Natureza o dom de estar aqui. Evidentemente, procuro, sim, viver de olhos abertos, bem abertos, compreender o que me dizem, com seu sentido certo e não. Como muitas vezes, com a aparência de sentido. Essa, espero, tenha sido a sabedoria que desenvolvi. Ir além da aparência, descobrir o sentido das coisas pensadas e não ditas, perceber o que, realmente, está acontecendo. Não, simplesmente, aceitar aquilo que os olhos podem, enganosamente, mostrar.

E a Lei Rouanet: melhor com ela ou sem ela? – “Lei Rouanet ... Sempre pensei em lutar para que a captação de recursos passasse para as mãos do Fundo Nacional de Cultura e daí fosse distribuído segundo critérios de mérito efetivo dos projetos, a quem os pleiteasse e merecesse. Como está agora, com as grandes empresas montando seus próprios centros culturais e seus executivos escolhendo “a dedo” (segundo critérios de marketing) os seus apaniguados ... Acho melhor discutir tudo outra vez. Na verdade, a Lei Rouanet está pior do que a Lei Sarney.

Você faria uma seleção dos melhores? – Felizmente, acredito que, desde o início do milênio, a dramaturgia brasileira está renascendo. Os melhores dramaturgos morreram ou desapareceram, durante os anos da ditadura e mesmo após 85. Somente agora sinto que surgem esperanças na nossa literatura dramática. E citar nomes é perigoso. Arriscamo-nos a esquecer alguns. Mas esse fato é uma certeza: em lugar dos Vianinhas, dos Guarnieris, dos Paulo Pontes, dos Dias Gomes, muita gente está escrevendo, cheia de gás, interesse e competência. Tenho acompanhado também o que acontece com a dramaturgia de outros países, que sempre nos influenciaram, e o nosso alvorecer nessa comparação continua extremamente promissor. Contrariando o pessimismo da primeira resposta, posso até ousar acreditar no futuro do teatro brasileiro.

Planos para o Futuro – “Bom, o que um homem de 82 anos pode dizer sobre o futuro? Estou cheio de energia, me sinto um jovem de 25 anos e, graças a Deus, minha cabeça ainda mantém a lucidez fundamental para enfrentar o dia a dia. Tenho planos para encenar ainda algumas peças que não consegui até agora – Shakespeare, por exemplo – e espero revelar ainda alguns escritores brasileiros de talento e que possam ajudar a recuperar algum público perdido para a televisão. Espero ainda poder passar para alguns atores um pouco da experiência acumulada nesses anos todos de trabalho contínuo e prazeroso e, ainda, se puder, desenvolver um centro comunitário onde possamos nos encontrar, desfrutar da nossa arte, criar, e desenvolver o sopro vital que a Natureza nos concedeu.

José Renato

 

 


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Responsabilidade com o Planeta

Debates, marchas e seminários em todo o mundo marcaram a passagem, do Dia Internacional do Meio Ambiente. Para sabermos como o assunto está sendo tratado, principalmente em São Paulo, entrevistamos o Deputado Estadual Reinaldo Alguz, legislador pelo Partido Verde – PV, legenda criada exatamente para cuidar da saúde do planeta e das questões relacionados ao meio ambiente. Eis o que acha o deputado.

A natureza reclama

 

1 – Como o Sr. avalia o “Global Greens” realizado em São Paulo de 1 a 4 de maio?

Foi um evento importante, uma vez que remete à luta do Brasil e do PV contra a mudança climática. Estamos tratando de um problema global e que afeta a toda a humanidade. Não é possível solucionar as questões ambientais com políticas independentes. É necessário que haja a adesão de todos os países a esse processo. O Global Greens veio, de certa maneira, trazer mais uma vez essa conscientização, mesmo porque esta é a bandeira do PV. Foi fundamental, também, pela representatividade mundial. Tivemos a presença de mais de 80 países, o que demonstra a preocupação de todos. Falar de problemas ambientais há 20 anos era considerado como algo estranho e de difícil compreensão. Mas, hoje, estamos diante de reflexos concretos emitidos pela natureza, que denunciam claramente os danos causados ao meio ambiente. Neves, o derretimento das calotas polares, as inundações. . O Global Greens trouxe a público o debate dessas questões para, com isso, buscar a avaliação conjunta dos países e entrar em consensos que minimizem a ação destruidora do homem sobre a natureza.

 

2 – Como conciliar a devastação de áreas para o plantio, principalmente da cana de açúcar, e o efeito menos poluidor dos biocombustíveis?

As matas, hoje, e mais do que nunca, precisam ser preservadas. As florestas têm que ter manejo sustentável. Outra coisa importante diz respeito à cana-de-açúcar. O Brasil tem território suficiente para o plantio, tanto é que a cana ocupa 1% do território nacional e com perspectivas de crescermos até atingirmos 3% do território nacional. É inadmissível falar dos problemas de biocombustível com o programa desenvolvido pelo Brasil. O Brasil colheu, em 2007, 133 milhões de toneladas de grãos, a maior na história do país, e com previsão de aumento para 2008. A cada ano estamos batendo novos recordes de produção de grãos. Junto a isso desenvolvemos também o plantio de cana-de-açúcar, que contribuiu para este aumento. O governador José Serra tomou uma medida importante ao pedir a avaliação da situação do biocombustível. Ele já determinou o prazo de 5 anos para que não tenha mais nenhuma queimada de cana. no Estado. Várias indústrias já desenvolveram um processo totalmente mecanizado da colheita. Hoje, o nosso biocombustível vai fazer a captação de gás carbônico, de CO2. A produção de álcool do país vai fazer com que esse combustível retire do ar toneladas de gás carbônico. O que afeta a produção de grãos no mundo é o subsídio agrícola, prática que não ocorre na América do Sul, Central, África e Ásia. Dessa maneira, os pequenos não chegam ao mercado internacional e nem se desenvolvem nem chegam a uma produção que barateie o custo do alimento..

 

3 – As metas de redução de gases propostas pelo G8 até 2050 são exeqüíveis ou tomadas tarde demais?

Os ministros do G8 estão tentando avançar. A iniciativa de reduzir a emissão de gases até 2050 não deixa de ser importante, mas deveriam pensar e estabelecer outras medidas no curto prazo. Não podemos protelar a implementação de medidas mais concretas, imediatas, com prazos mais curtos devido à urgência que existe.

 

4 – Muitos cientistas afirmam que o processo de aquecimento global é irreversível. Algo pode ser feito, ou estamos chegando ao fim de uma era?

Ainda há tempo. Precisamos entender que a riqueza tirada da natureza é finita. Tudo aquilo que nós produzimos temos que buscar fechar o ciclo na cadeia de produção, sejam minérios, água ou combustível. Temos que chegar ao ponto de produzirmos carros e sabermos, depois, o que fazer com este carro quando ele não mais tiver utilidade. Porque não reutilizar aquilo que pode ser reutilizado? Ainda há tempo de salvar a natureza, mas tem que haver uma mobilização urgente, principalmente dos EUA, que são um dos maiores emissores de dióxido de carbono do mundo, junto com a China..

 

5 – Trace um paralelo entre a atuação da ex-ministra Marina Silva e o que se deve esperar do Carlos Minc.

Ambos são grandes ambientalistas e técnicos capacitados. A ministra Marina Silva com uma posição forte, respeitada nacional e internacionalmente, saiu do governo com uma postura consolidada. Durante sua gestão defendeu teses e apostou em ações que acreditou essenciais. E temos também uma outra forma de fazer política, que á a do Carlos Minc que, ainda quando era parlamentar no Rio, já brigava pelo meio ambiente. Por sua maleabilidade política, talvez possa implementar ações até de modo mais rápido. Experiência não lhe falta e torcemos por isso.

 

6 – Em uma cidade como São Paulo, o que é preciso fazer para minorar a emissão de poluentes pelos carros?

A principal ação é ter um programa eficiente de transporte público a longo prazo porque o que nós estamos sofrendo hoje é fruto do descaso da ação pública nos últimos 10, 15 anos. Não nos preocupamos com o transporte, com a melhoria dos metrôs, das linhas de trens, na implantação de mais linhas e corredores de ônibus que viabilizassem o transporte coletivo. O que temos em São Paulo e outros grandes centros urbanos é um cenário caótico em que os carros funcionando, parados, aumentam ainda mais a poluição. O governador Serra afirmou que vai construir mais 19 km de metrô, o que representa um acréscimo de um terço à malha que existe hoje. Mas é pouco, muito pouco, diante das melhorias que precisam ser implementadas urgentemente no transporte público.

 

7 – No final, aborde as questões que acha importantes.

Nosso país passa por um momento histórico importante. A democracia avançou e obtivemos muitas conquistas em relação a tudo o que sofremos na ditadura militar. A sociedade, entretanto, tornou-se descrente da política. Temos de incentivar as pessoas de bem a se colocarem a serviço da população por meio de cargos públicos. É preciso que outros participem do processo político e sejam reconhecidos por seu bom trabalho. O Brasil, como os demais países, tem suas coisas positivas e más. . No aspecto negativo, é comum os melhores alunos das universidades assumirem, em outros países, postos políticos. No Brasil, os nossos universitários não pensam assim, querem cargos na iniciativa privada ou irem para outros países. E isto é algo que precisava ser trabalhado com a juventude. Saí candidato pela primeira vez e já fui eleito. E isso num momento crítico, em que se falava mal dos políticos. Não é fácil, é um processo que se constrói através dos anos mas, quando iniciado, você vai encontrando soluções.

 

 

 

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Justiça para todos

Como entidade que esteve presente desde os primeiros momentos na luta pela criação da Defensoria Pública, a presidenta do Sated/SP, Ligia de Paula Sousa, compareceu no dia 20 de maio passado à cerimônia de entrega do Prêmio Justiça para Todos, realizado no Auditório Franco Montoro, da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo. Ligia de Paula estava acompanhada da Diretora Executiva da Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo, Josephina Bacariça.

Após a cerimônia de entrega dos prêmios e coquetel que abrilhantou a solenidade, o Jornal Aplauso conversou com o Dr. Willian Fernandes, Ouvidor Geral do Estado de São Paulo. Conheçamos um pouco do seu pensamento:

Nascimento da Defensoria

Aplauso – Fale um pouco sobre o prêmio:
Dr Willian – O “Prêmio Justiça para Todos” foi criado pela Ouvidoria-Geral da Defensoria Pública e premia anualmente um Defensor Público e um órgão da Defensoria Pública que tenha desenvolvido ações de grande relevância social em benefício da população carente. A entrega do prêmio ocorre em evento solene organizado pela Ouvidoria-Geral da Defensoria Pública nos dia 19 de Maio (Dia Nacional do Defensor Público) de cada ano ou em outra data deliberada pelo Conselho da Ouvidoria. A primeira edição do Prêmio foi realizada no dia 20, em parceria com a Associação dos Defensores Públicos de São Paulo e a Frente Parlamentar de Apoio à Defensoria Pública. Foram premiados dois órgãos da Defensoria Pública e dois Defensores Públicos, por ações desenvolvidas no biênio 2006/2007.

O evento contou com a presença de mais de 300 pessoas, na maioria representantes da sociedade civil organizada, parlamentares, defensores, representantes dos Poderes Executivo e Judiciário.

Na categoria Defensor Público receberam o Prêmio o Dr. Carlos Loureiro, coordenador do Núcleo de Habitação e Urbanismo e a Dra. Vera Cristina Carmesin Cavalli, Defensora Pública de São Carlos. Os órgãos premiados foram a Unidade da Defensoria em São Miguel Paulista e a Defensoria Regional de Araçatuba.

A minha avaliação é de que conseguimos cumprir o objetivo, tendo em vista que confraternizamos o Dia do Defensor, num evento revestido de um rico simbolismo que foi a sociedade premiando a Defensoria Pública em reconhecimento de seus trabalhos e, com isso, valorizando estes profissionais e os estimulando.

 

Aplauso – Conte-nos um pouco da História da Defensoria
Dr. Willian – A Defensoria Pública de São Paulo foi criada pela Lei Complementar No. 988 de janeiro de 2006 após várias reivindicações de organizações não-governamentais, personalidades jurídicas, parlamentares, associações amigos de bairro, entre tantos outros. Embora desde o ano de 1988 a Constituição Federal tenha previsto a Defensoria Pública como o órgão responsável pela orientação jurídica e representação judicial e extrajudicial da população desprovida de recursos para pagar advogado, o Estado de São Paulo foi o penúltimo a organizá-la. Antes disso, os serviços da Defensoria Pública eram realizados pela Procuradoria de Assistência Judiciária, órgão vinculado à Procuradoria Geral do Estado que representa juridicamente o Estado em suas demandas.

 


Aplauso – Em que consiste o trabalho do defensor público?
Dr. Willian – O Defensor Público é um advogado que promove assistência jurídica àquelas pessoas que não podem custear, sem prejuízo do seu próprio sustento, as despesas com advogado particular. É grande o campo de abrangência de atuação do Defensor Público em defesa da população carente e, para tanto, ele dispõe de vários instrumentos jurídicos.

 


Aplauso – Qualquer cidadão pode recorrer à Defensoria? Sob quais condições?
Dr. Willian – Qualquer cidadão desprovido de condições financeiras para pagar advogado pode se socorrer dos serviços da Defensoria Pública. Trata-se de uma garantia constitucional. O parâmetro que tem sido utilizado pela Defensoria Pública de São Paulo para considerar usuário da instituição, leva em conta sua renda. Pessoas que recebem até três salários mínimos são atendidas pela Instituição, sem prejuízo de análise das peculiaridades de pessoas que recebem mais do que este valor.

 


Aplauso – Vocês sofrem algum tipo de interferência (ou tentativa) no trabalho?
Dr. Willian – Tanto a Defensoria Pública quanto a sua Ouvidoria-Geral gozam de prerrogativas que lhes conferem independência ao trabalho que exercem. Entretanto, carências estruturais devem ser supridas pelo Poder Público, investimentos maiores devem ser aplicados na Instituição, aumento do quadro de Defensores Públicos e leis que lhes garantam maior autonomia devem ser aprovadas pelo Congresso, para que possam aprimorar seus trabalhos e dar conta de todas as suas atribuições.

 

 

Aplauso – O que a sociedade em geral e os artistas em particular poderiam fazer para difundir cada vez mais esta idéia e sua defesa?
Dr. Willian – A sociedade civil participa da gestão e fiscalização da Defensoria Pública por meio de diversos canais. Um deles é a própria Ouvidoria-Geral, na medida em que o Ouvidor-Geral é pessoa estranha à carreira, escolhido pelo governador do Estado com base em lista formada pela sociedade, representada pelo Conselho Estadual de Defesa da Pessoa Humana – CONDEPE. O Plano Anual da Defensoria Pública leva em conta propostas oriundas de conferências organizadas com a participação social. A sociedade deve ocupar estes espaços, trazer suas demandas, acompanhar a execução do plano de ação da instituição, identificar os problemas e, se possível, associar-se a projetos que os solucionem. É nesse contexto que se insere a classe dos artistas.


 

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Bicho de Sete Cabeças

Faleceu na última terça-feira, 27 de maio, aos 51 anos de idade, o escritor Austregésilo Carrano Bueno. Ele era o autor de “Canto dos Malditos, livro em que a cineasta Lais Bodanski se baseou para fazer o filme “Bicho de Sete Cabeças”. Ele morreu no Hospital das Clínicas, onde estava internado para tratamento de uma infecção generalizada resultante de um câncer no fígado. Diretores, associados e funcionários do SATED/SP enviam à Família suas condolências.

 

 

Troféu TIM premia artistas

Na noite de quarta-feira, 28 de maio, o Teatro Municipal do Rio de Janeiro transformou-se no palco de premiação e entrega do Troféu TIM aos artistas que se destacaram como os melhores nas diversas categorias.
Para este evento, foram selecionados 104 indicados, em 16 categorias, entre 768 CDs e 114 Dvds•.

Segundo José Maurício Machline, idealizador e coordenador da premiação; “a cada ano, mais artistas têm possibilidade de apresentar seus trabalhos, o que comprova que há um maior número de lançamentos desvinculados das grandes gravadoras”.

Na categoria Tretones, o Troféu Tim, vai para os três artistas cujas musicas tiveram o maior número de download em telefones celulares da operadora durante o ano. Pelo voto popular, através do site, foram eleitos o melhor cantor e a melhor cantora.

Este ano, a cerimônia de entrega do Prêmio Tim de Música homenageou o pernambucano Dominguinhos e a história de sua vida, desde o nascimento em Garanhuns, foi contada por Marieta Severo e Marcos Palmeira.

Entre os diversos premiados estava Paulinho da Viola que, com o disco Acústico MTV, recebeu o maior número de indicações este ano. Na categoria Canção Popular, Fafá de Belém ganhou como melhor disco e cantora. Martinho da Vila ganhou o troféu como melhor cantor.

No final da festa, Dominguinhos com suas músicas e sua simpatia, transformou o Municipal num imenso arraial.

 

 

Loucos por Amor

Ganhadora do prêmio de MELHOR TEXTO em Nova York, a peça é uma das mais importantes obras do ator e dramaturgo Sam Shepard. Paixão, mistério, suspense, humor, são ingredientes que se combinam de forma irresistível nesta peça já apresentada em mais de 50 países, numa carreira de vinte anos de sucesso. Um triângulo amoroso insólito, que se desnuda diante da figura emblemática do PAI, síntese de muitos paradoxos do homem contemporâneo.

O espetáculo comemora ainda os 40 anos de carreira do ator UMBERTO MAGNANI.

Ficha Técnica

Peça: LOUCOS POR AMOR
De: SAM SHEPARD
Tradução: ALEXANDRE TENÓRIO
Direção: FRANCISCO MEDEIROS
Elenco: UMBERTO MAGNANI, CHARLES GERALDI, RENNATA AIROLDI e PAULO DE ALMEIDA.
Teatro Coletivo FÁBRICA
Rua da Consolação, 1623 – Tel (011) 3255-5922
Sextas e Sábados: 21h30
Domingo: 20h00
PROMOÇÃO: Os sócios(as) do SATED/SP ou as pessoas que apresentarem este jornal terão direito a um ingresso gratuito, desde que acompanhado de um pagante, mesmo que seja meia entrada.

 

 

Em busca de uma proposta para uma nova ordem

Por Iremar Melo

Mesmo São Paulo sendo o centro das atenções culturais com seus espetáculos, ainda assim continuamos com questões relevantes acerca de nosso fazer artístico e condições para melhorar nosso fazer teatral.

Constatamos que existem brechas que podemos trabalhá-las para solucionar questões importantes.

No dia dois de junho as quinze horas o Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado de São Paulo-Sated-SP, órgão que representa a categoria, fez uma convocatória para discutir assuntos relevantes. Estiveram reunidos com o Sated-SP, atores, diretores teatrais, consultores, assessores culturais, assessores de grupos, divulgadores de peças teatrais, captadores de recursos de incentivos fiscais, técnicos, cenotécnicos, empreendedores culturais, vendedores de peças teatrais, representantes de associações coletivas da área de cultura e produtores constatando as seguintes questões: ocupação dos espaços ociosos e parcialmente ocupados, reforma e uso de teatros abandonados na forma de comodato, teatros existentes e que ainda não são utilizados pela categoria e outros que são usados timidamente sem cunho profissional, dificuldades em pautas de teatros públicos e teatros privados, democratização de leis e programas, teatros abandonados em alguns estabelecimentos comerciais, teatros mal-acabados e outros por reformar, dificuldade no acesso ao dinheiro público através das leis de incentivo, falta de plano de marketing e de divulgação em projetos enviados às empresas privadas, falta de conhecimento por parte de alguns profissionais em preencher editais, dificuldade de ter pautas em teatros, pouca freqüência de públicos em grande maioria dos espetáculos, falta de conhecimento de leis de incentivo por boa parte das empresas, a falta de mais revistas e guias teatrais para divulgação de peças teatrais, disputa e dificuldade de conseguir pauta em guias, jornais, revistas e teatros, precariedade de divulgação por parte dos espetáculos, a falta de conhecimento no setor teatral para se produzir peças, precariedade em teatros na falta de equipamentos de som e iluminação, entre outras questões que foram levantadas pelo coletivo de profissionais que estiveram presentes na sede do Sated-SP.

A intenção primaria é a de juntar profissionais e catalogarmos informações e publicarmos esses espaços ociosos; divulgar sites e mecanismos de divulgação que se dispõem a divulgarem graciosamente e outros a preços simpáticos, estudo e prática de leis e programas, orientação quanto à editais e programas, levantamento de espaços e teatros fechados e por reformar para que sejam ocupados por grupos, associações, cooperativas, profissionais do setor e sindicato, criar mecanismos de divulgações de espetáculos e divulgar sites jornalísticos que disponibilizam divulgações, uniformizar informações e catalogação acerca do setor e divulgá-las.

O objetivo do Sated-SP é a de orientar e fortalecer sua categoria no que diz respeito a sua sobrevivência profissional. O Sated-SP promove encontros dessa natureza para contribuir com nosso trabalho. Nossos encontros são abertos a todos o profissionais e pessoas interessadas em participar e as reuniões serão às segundas –feiras às 15h na sede do Sated-SP que fica na Av. São João 1086 4º andar, metrô república telefones: 11- 3335-6131/32/33.

Iremar Melo – Diretor Regional, da Capital, Grande São Paulo, Litoral e Fiscalização Profissional

 

 

 

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Lei Rouanet já dispõe de mecanismos

A classe artística continua empenhada nas discussões concernentes à Lei Rouanet. E condizente com o seu papel de ser um órgão de difusão das questões da categoria, o Aplauso ouviu o produtor Paulo Pélico. Sócio-diretor da empresa Casa Jabuticaba de Cinema e Teatro, Paulo tem 23 anos de atuação na produção teatral e cinematográfica. Entre suas últimas realizações no Teatro estão: “Liberdade, Liberdade” de Flávio Rangel e Millor Fernandes em coprodução com Nicete Bruno; Honra, em co-produção com Regina Duarte. O espetáculo natalino O Quebra Nozes, em co-produção com o Instituto Alfa de Cultura. E vamos à entrevista.

Aplauso – O que os artistas consideram correto dentro da Lei Rouanet e o que eles gostariam de mudar?
Paulo – Excetuando-se alguns setores do teatro, a classe artística (de cinema a artes plásticas, passando por literatura, arte educação, patrimônio histórico, etc.) está unida em torno dos seguintes consensos:
- A Lei já dispõe de mecanismos para resolver os grandes problemas como a concentração de recursos nas regiões Sul e Sudeste;
- Nos eventos culturais de grande visibilidade e naqueles de natural apelo comercial. Para isto basta que a legislação seja aplicada corretamente.
- Estas deficiências acima referidas são frutos de um problema de gestão do Ministério da Cultura, não do marco regulatório.

Aplauso – E que mudanças são necessárias?
Paulo – Regulamentar o FICART (uma das dimensões da Lei) para abrigar projetos de grande monta como o Cirque Du Soleil, grandes musicais e eventos de envergadura como a Bienal de São Paulo, do Livro, e outros.
- Assegurar a destinação dos recursos do FNC (outra dimensão da Lei) para as manifestações culturais fora dos grandes centros e aquelas sem viabilidade comercial.
- Descentralizar a análise e aprovação de projetos, criando estâncias de aprovação e controle regionais (Sul e Sudeste, Norte, Nordeste e Centro-Oeste). Isto desafogaria o guichê de Brasília que além de ter de dar conta de uma montanha de projetos, depende de tramitações dos Correios e de uma logística de protocolo completamente insana.
- Flexibilizar o limite de destinação por parte das empresas patrocinadoras, criando um escalonamento com limites mais altos para empresas médias e limites menores para grandes e megas empresas. Não é aceitável que empresas como a Petrobrás trabalhe com o mesmo limite que um distribuidor de bebidas local de Bauru. Esta providência pulverizaria naturalmente os recursos incentivados pelo interior do País, combatendo a concentração.

Aplauso – Há consenso entre artistas, produtores e diretores sobre estas mudanças?
Paulo – Em linhas gerais, sim. As exceções, como já exposto, são alguns grupos de teatro que infelizmente não têm acesso aos benefícios da Lei Rouanet. A rejeição desses setores às vezes se dá por convicções ideológicas, mas, sobretudo, por desconhecerem que este mecanismo contempla o tipo de teatro que eles fazem, mas que não é aplicado convenientemente.

Aplauso – Vocês já tiveram alguma reunião com o presidente da Funarte? Como foi a recepção dele às propostas?
Paulo – Alguns setores do fazer cultural já estiveram reunidos com o presidente da FUNARTE. A proposta que prevaleceu por parte da sociedade civil é a criação de uma Secretaria para as artes cênicas e a reforma da Lei Rouanet nos pontos acima descritos que difere bastante da proposta de reforma do governo que, na nossa opinião, não toca nas questões centrais. Por parte da FUNARTE, naturalmente, não houve simpatia pelas nossas propostas.

Aplauso – Na sua análise, como está hoje a Cultura no País? Brasileiro tem, de fato, acesso à Cultura ou isto ainda é privilégio?
Paulo - Infelizmente, o acesso à população ainda é precário. Pagamos ainda a alta fatura de mais de 20 anos de ditadura e demanda reprimida nesta área. As duas décadas de democracia ainda não foram capazes de resolver a questão, apenas atenua-la. Só para ficar em um exemplo, somente 5% dos municípios brasileiros contam com salas de cinema, ou seja, 95% da população não tem acesso aos produtos audiovisuais. A situação das bibliotecas é ainda mais dramática. Não há outra solução senão o investimento maciço de recursos. Temos hoje uma população equivalente à metade da Europa Ocidental, e uma verba para cultura menor do que a da cidade de Lisboa. Não dá para fazer milagre.

Aplauso – Como levar a cultura às cidades fora do eixo Rio/São Paulo?
Paulo – Facilitando os itens que compõem a arte itinerante, excursão de companhias teatrais, construindo salas de cinema e de teatro de baixo custo e desenvolvendo políticas para financiar o deslocamento das manifestações artísticas dos grandes centros e, na mão contrária, trazendo artistas de outras região para o Sul e Sudeste. Mas, acima de tudo, é necessário investir em educação.

 

 

 

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Curso para profissional de artes cênicas

 

O Sindicato dos Artistas e Técnicos do Estado de São Paulo, Sated/SP - dará início no dia 01 de Julho ao curso “O ATOR” voltado para seus associados e público em geral com o objetivo de formar o profissional de Artes Cênicas.

O programa será desenvolvido em quatro disciplinas: Interpretação, Canto e Voz, Expressão Corporal e História. Terá duração de seis meses com quatro aulas semanais em duas turmas.

A iniciativa partiu da diretoria do SATED/SP, que juntamente com alguns parceiros da área vêm discutindo a necessidade de contribuir para uma melhor formação dos artistas.

“Apresentar este projeto aos atores e atrizes é uma forma de propor uma reconstrução no processo criativo visando além da oportunidade da experimentação e busca pelo” sagrado “na interpretação, também por uma nova experiência dentro do plano político que a Diretoria assumiu durante as eleições”, explica Lígia de Paula, atual presidente do Sindicato dos Artistas de São Paulo e coordenadora geral do curso.

Nas classes estarão alunos a partir dos 18 anos, sem nenhuma experiência, com amadores e profissionais que buscam reciclagem e aprimoramento. Essa “dinâmica” propicia uma rica troca de experiências, segundo Fagner Pavan, responsável pela disciplina de Expressão Corporal, que pretende desenvolver meios e habilidades para os participantes transformarem um conteúdo físico em elemento prático de comunicação dentro da representação.

Os conteúdos das disciplinas estarão relacionados entre si promovendo melhor assimilação e aplicação prática. As aulas contarão com recursos de áudio e vídeo, como apoio didático de análise do trabalho em linguagens como cinema, Tv e teatro, diferenças entre métodos e épocas.

Wolney de Assis estará à frente da matéria Interpretação, fará a introdução do sistema de construção de personagens através do Método Stanislavsky, abordando contextualização social, objetivos da ação cênica e do gesto, diferenças entre gêneros e estilos, qualidade estética entre outros. “Pretendemos oferecer um painel de recursos para o processo de elaboração”, diz ele.

Com uma proposta mais reflexiva, em História de Teatro, Ana Souto não pretende dar conta de todos os registros, mas prover informações suficientes para o aluno pensar histórica e criticamente o papel do ator e as suas possibilidades de inserção social. Já Paulo Pompéia, com Canto e Voz, pretende promover o auto-conhecimento do corpo e da fala como ferramentas de trabalho.

Para cada turma haverá um limite de 20 pessoas. Mensalidade de R$100,00. Está inclusa na programação uma aula mensal com um profissional de destaque no cenário artístico a fim de contribuir com sua experiência. “O que queremos é possibilitar aos diversos grupos de participantes, uma forma prática do estudo interpretativo, ampliar conhecimento e conceito, por isso estamos fechando parcerias com nomes importantes no Teatro, Cinema e Televisão”, explica Lígia.

O SATED/SP fica na Av. São João, 1086, 4. ° andar conj. 401 Centro. Informações: 11- 3335-6131/6132/6133.

Assessoria de Imprensa – Ester Lopez

 

 

 

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