ANO VIII - SETEMBRO 2008
Informativo do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado de São Paulo Filiado à FIA E FIA-LA.
CAPA
Quem ocupará
Este edifício?
As propostas são complementares ou bem diferentes e estão detalhadas nas...
(...páginas 2, 3, 4, 5, 6 e 7)
Chá Beneficente do SATED
Como acontece todos os anos, numa iniciativa que já se tornou tradicional, a Diretora do Fundo Social do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado de São Paulo, Elza Fernandes, convida a todos para o Chá Beneficente que será realizado no dia 09 de Outubro, na Casa do Artista. Como sempre, a iniciativa da D. Elza recebeu o apoio da empresária Lilian Gonçalves, que cedeu as instalações da Casa do Artista para o evento. A compra dos convites dará direito a cinco cartelas de Bingo, um prato de salgadinhos e um refrigerante. Além de participar nas rodadas que sorteiam valiosos brindes, as pessoas se divertem com números culturais desde a entrada do estabelecimento. Toda a renda advinda do Chá reverte em favor do Fundo Social do SATED/SP
l Data: 09 de Outubro de 2008
l Horário: Das 14h00 às 17h30
l Local: Casa do ARTISTA – Rua Canuto do Val, 09, Santa Cecília
l Preço: R$ 15,00
EDITORIAL
Volta às Urnas
Lígia de Paula Souza*
No dia 05 de Outubro todos nós temos um grande encontro marcado com as urnas, num compromisso que resgata nossas aspirações próprias, com os nossos concidadãos e com aqueles que nos precederam e nos legaram, através de suas lutas, o privilégio de vivermos numa democracia. De fato, não há muito tempo o direito de escolher os nossos governantes nos era negado e sua reconquista plena, através da memorável campanha pelas “Diretas Já”, colocou ombro a ombro a classe artística com todos os cidadãos brasileiros. Precisamos honrar este legado, lembrando ainda que o voto é o único momento de nivelamento total de todos os brasileiros: o voto do cidadão mais simples e humilde tem o mesmo peso e valor que o do empresário mais rico ou da maior autoridade do País. E não podemos abdicar desse direito. Além do mais, precisamos recordar que as eleições municipais são as mais importantes para a definição das políticas que estabelecem as regras do nosso dia-a-dia, incluindo desde a saúde, a educação, o trânsito, a iluminação da minha rua, a coleta de lixo do meu bairro, a segurança que garante o meu direito de ir e vir, às minhas chances de trabalho, ditadas pela política cultural municipal.
Dentro do nosso propósito de mantermos uma linha editorial que contemple não apenas as questões ligadas diretamente ao exercício profissional, mas também todas as que analisem o contexto em que vivemos, enviamos correspondência a todos os candidatos à Prefeitura da capital, perguntando sobre as suas propostas para a cultura no município de São Paulo. Seis candidatos – Geraldo Alckmin, Marta Suplicy, Glberto Kassab, Soninha Francine, Ivan Valente e Edmilson Costa – responderam ao nosso questionário. Conversamos, também, com as atrizes Aldine Muller e Marly Marley, candidatas à Câmara Municipal. Esperamos que as opiniões dos candidatos ajudem os nossos colegas a analisarem, com mais elementos, as propostas de todos.
Queremos, ainda, enviar as nossas saudações aos colegas jornalistas que realizaram seu Congresso Nacional na capital paulista em agosto passado. Hipotecamos a eles nossa solidariedade e apoio no momento em que enfrentam mais uma tentativa do patronato para desmontar os direitos que conquistaram, a de pertencerem a uma categoria organizada e regulamentada. Um abraço a todos.
Ligia de Paula Souza – Presidenta do Sated/SP
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Ivan Valente
PSOL/ PSTU

Leis municipais de incentivo à Cultura
Hoje, as intervenções diretas do poder público no fomento à cultura estão pautadas pela lógica de mercado, que reproduz desigualdades continuamente. Pretendemos inverter essa lógica, descentralizando as leis de incentivo para que elas possam garantir a vazão da efervescência cultural, sobretudo das regiões da periferia de São Paulo. Além disso, vamos garantir que os grupos que recebem incentivos fiscais públicos para a expressão da diversidade destinem, de alguma forma, parte deste incentivo para utilidade pública. Esta contrapartida social deve ser de no mínimo 25% do total produzido, isto é, seja com gratuidade em ¼ (dos eventos que não forem gratuitos), seja por meio da formação cultural da população.
Ocupação de teatros de Escolas, centros desportivos e outros equipamentos municipais por grupos ligados à comunidade
A cultura deve ser entendida como um direito e não como um privilégio. Na última administração vivenciamos um verdadeiro desmonte da cultura na cidade de São Paulo. Por isso é preciso democratizar o acesso aos bens e equipamentos culturais. É prioritário, portanto, investir na construção de equipamentos como bibliotecas públicas, salas de teatro, salas de cinema, espaços de exposição, sobretudo nas comunidades onde acesso à cultura é restrito. É necessário ainda otimizar o uso dos equipamentos construídos, cuja ocupação muitas vezes é ociosa por falta de apoio da Prefeitura.
Oficinas sobre o Fazer Cultural (convênios ou programas próprios municipais)
Investir em cultura não significa apenas levar o espetáculo ao público. Queremos romper a dicotomia produtor/espectador, investimento em formação que inclua a criação/ampliação das escolas livres de música, artes cênicas, audiovisual e uma política de oficinas/cursos em bibliotecas públicas, CEUs e escolas municipais. Para incentivar e garantir da produção cultural, vamos criar um estúdio público, incentivando o trabalho de artistas oriundos das classes mais populares e rompendo os limites que a indústria fonográfica impõe ao povo. Da mesma forma, criaremos uma editora pública, para que as publicações populares tenham o espaço e o apoio que não encontrariam nas grandes editoras.
Adoção de programas dentro das grades escolares visando à formação de público;
A política de formação de público precisa ser tratada por dois vieses. O primeiro por meio do incentivo à formação artístico-cultural nas escolas, isso significa investir em cursos, disciplinas, espaços de leitura e apresentação, e oficinas que possibilitem às crianças ter o primeiro contato com a Arte de todo o tipo: falada, interpretada, pintada, cantada, etc. O segundo diz respeito à popularização da produção artístico-cultural: vamos garantir por meio de incentivos, a realização de espetáculos profissionais e amadores com preços populares, acessíveis aos alunos da rede pública. É fundamental também que haja um planejamento comum entre as secretarias de Educação e Cultura para elaborar um guia cultural escolar, com informações sobre os eventos, os locais e contato para que os professores possam agendar visitas das turmas aos eventos e peças disponíveis.
Patrimônio público
É preciso investir na preservação do patrimônio público histórico e cultural de São Paulo. Para isso, é de suma importância a participação das comunidades e populações que ocupam estes espaços. As políticas de revitalização postas em prática nas gestões Serra/Kassab são concebidas a partir da idéia de “higienização social”, sobretudo na região do centro. Acreditamos que é possível recuperar o centro histórico, garantindo a inclusão da população que nele habita. Também queremos promover o resgate das regiões fundadoras da cidade, bairros de tradição fabril cuja população formou-se a partir do princípio da industrialização e que foram absolutamente negligenciados pelos governos neoliberais. É o caso do Ipiranga, da Moóca, da Vila Prudente. Além disso, vamos realizar a construção do Museu dos Trabalhadores, para contar a história da formação das comunidades constituídas em torno das fábricas.
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Edmilson Costa
PCB - Partido Comunista Brasileiro

“Os comunistas entendem a cultura como um instrumento de libertação e não uma indústria para que empresários gananciosos obtenham lucros. A cultura foi privatizada em São Paulo e segue o padrão geral da indústria cultural do País. Essa indústria se transformou numa ferramenta especial para a alienação das amplas massas da população, mediante a promoção do individualismo, do lixo cultural na música, no teatro e nas artes em geral. Este empresariado transformou a cultura num elemento descartável e a produção cultural em geral num instrumento do lucro.
A música, o teatro, o cinema, as artes plásticas, além de outras manifestações artísticas, estão hoje hegemonizadas pelos interesses do grande capital, que dita as regras da produção, distribuição e consumo da cultura na cidade, seguindo a lógica do mercado e, geralmente, dá prioridade às produções que alienam a população, deixando na marginalidade os artistas que teimam em fazer uma arte reflexiva, crítica e de contestação aos valores do capitalismo. Os acervos culturais gerais localizam-se nas regiões mais ricas da cidade, distantes dos bairros e do poder aquisitivo da grande maioria da população.
A Governança Comunista vai criar os Conselhos Populares de Cultura e estabelecer um conjunto de ações, no setor cultural, que permita, de um lado, a socialização dos acervos culturais da cidade para a população e, de outro, possibilite a construção de 20 Centros Culturais nos bairros da cidade, todos com biblioteca, centros de artes, música, teatro e atividades culturais em geral, a fim de que a população tenha acesso à cultura e lazer em seu próprio local de moradia, bem como possa realizar produções culturais, experimentações e educação artística próximo às suas residências, ou seja, reverter a condição da cultura como elemento elitista, que só os privilegiados têm acesso, para uma democratização geral do acesso e do fazer cultural.
É importante também que a prefeitura identifique locais especiais, sem utilização, onde possam se desenvolver atividades artísticas e que estes locais também sejam transformados em centros culturais para a população. Outro fator importante para o desenvolvimento da cultura é a criação de uma lei municipal de incentivo à cultura, especialmente privilegiando a cultura na periferia, de forma a que a população possa participar com um mínimo de condições do processo de criação cultural.
A partir da experiência da Virada Cultural, que todo ano é realizada na cidade, a Governança Comunista se compromete a realizá-la duas vezes ao ano, com as atrações artísticas tanto no centro quanto nos bairros da cidade, diversificando e aproximando a arte da população. Realizaremos, anualmente, festivais latino-americanos de música, teatro, dança, artes plásticas e circo, visando aproximar a arte realizada nos países da América latina com a arte brasileira e, assim, buscar uma integração cultural da região”.
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Gilberto Kassab
DEM e Coligação São Paulo no Rumo Certo (PMDB, PR, PV, PRP, PSC)

“A nossa política para a cultura compreende a realização de novos e importantes projetos e a melhoria daquilo que está funcionando bem. Entre as inovações desta gestão vale destacar a Virada Cultural. Foram 4 edições com crescimento contínuo de presença de público e de quantidade de apresentações artísticas espalhadas por toda a cidade. Apenas a sua última edição teve público de 4 milhões de pessoas.
Estamos sempre ampliando os valores destinados para a Cultura. Apenas para se ter uma idéia da disparidade de recursos investidos na área, em 2004 a Prefeitura empenhou R$ 107,7 milhões. Em 2008, estão previstos três vezes mais recursos, com investimentos de quase R$ 300 milhões.
Programas foram aprimorados em nossa gestão e pretendemos que avancem ainda mais no próximo governo. No caso do VAI - Programa de Valorização de Iniciativas Culturais, por exemplo, enquanto que em 2004, o programa beneficiou 67 projetos, em 2007 foram beneficiados 102 projetos produzidos por jovens da periferia, um aumento de 50%. Os benefícios ainda foram ampliados de até R$ 15 mil em 2004 para até R$ 18 mil em 2007.
A nossa gestão implantou o programa de Fomento à Dança que, hoje, se encontra em sua 5ª edição. Foram investidos até o presente momento cerca de R$ 8 milhões, 11 vezes mais que a gestão anterior destinou à área.
Em relação ao Programa Municipal de Fomento ao Teatro, nesta gestão foram destinados cerca de R$ 31,5 milhões, um crescimento de aproximadamente 31%.
Os valores atingidos por meio da Lei de Incentivo à Cultura foram de R$ 10,5 milhões em 2007. Para este ano, estarão disponíveis aproximadamente R$ 13,5 milhões a serem destinados à realização de projetos das áreas de música, dança, teatro, circo, audiovisual, fotografia, literatura, artes plásticas, artes gráficas, cultura popular, acervo e patrimônio histórico, arquitetônico e cultural, museus e centros culturais.
Estamos ampliando e cuidando dos teatros municipais. Com a conclusão de 25 CEUs até o final do ano, serão mais 25 novos teatros para a cidade. A realização de atividades nestes equipamentos cabe a cada gestor.
Inauguraremos, ainda em 2008, três novas Casas de Cultura, das quais duas já estão em funcionamento: a de Tremembé/Jaçanã e a de São Mateus. A Casa de Cultura de Campo Limpo será inaugurada nos próximos dias. O público mensal destes locais passou de média de 14 mil pessoas para 33,6 mil pessoas.
Ao longo desta gestão foram realizadas 7 intervenções civis em 5 teatros distritais. E, até o final do ano, mais 3 teatros deverão passar por reformas. Neste número não está contabilizada a grande obra no teatro Cacilda Becker (investimentos de R$ 3,3 milhões) que teve início em março deste ano.
Iniciamos em 2008 a reforma do Teatro Municipal, que inclui intervenções na fachada e ala nobre. As intervenções no edifício envolvem investimentos de R$ 5,8 milhões. A preocupação com a qualidade das apresentações e com a preservação do acervo do Teatro Municipal levou esta gestão ainda a edificar, em prédio próprio, a Central de Produção Chico Giacchieri, que tem por objetivo acomodar e produzir cenários, figurinos e adereços.
Por fim, implantamos o Centro Cultural da Juventude. Inaugurado em 2006, oferece serviços, atividades e projetos que visam a contribuir na construção de políticas públicas para a juventude. Uma moderna edificação resultou de reforma da carcaça de edifício que estava abandonada há 18 anos, na Vila Nova Cachoeirinha.
A nossa proposta é avançar ainda mais na produção cultural por toda a cidade, desde a periferia até a área central. Estimular a produção cultural e tornar os espetáculos abertos para a população são caminhos que devem continuar a ser seguidos. A cultura é parte fundamental da sociedade paulistana e uma das nossas prioridades. Ela deve continuar sempre a iluminar nossas mentes e corações.
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Marta Suplicy
PT – (PCdoB, PDT, PSB, PTN, PRB)

“A cultura, assim como esporte e lazer, tem de ser tratada como direito de cidadania. É preciso promover acesso e qualidade, trabalhando no horizonte maior da inclusão social. A nossa proposta é disseminar formação cultural e oferecer meios para que se produza cultura. Dar ênfase a iniciativas experimentais e ampliar o circuito.
Para aprofundarmos estes programas, estimulando aqueles que mais precisam, será necessário rever a Lei Municipal de Incentivo à Cultura e reformular o Fundo Municipal de Cultura, principal instrumento público de financiamento da área.
Também é preciso regulamentar a lei 13.540/03, de acesso a financiamento municipal para atividades culturais de jovens, bem como implementar o Sistema Municipal de Cultura, retomando o Conselho Municipal de Cultura. Mais dois dispositivos legais precisam ser revistos: a Lei do Vai, que fomenta atividades na periferia, e a Lei de Fomento ao Teatro e à Dança.
Para estimularmos a criação e participação do público em atividades culturais, temos de trabalhar e resgatar a Cultura oriunda do povo, como o Carnaval, por exemplo, que tem de ser compreendido em toda a sua potencialidade cultural e turística. Temos muito a crescer dentro dessa visão.
Quanto aos espaços para abrigar os eventos, há uma grande quantidade de equipamentos públicos mal utilizados, além de outros espaços que podem e devem atender a um grande número de demandas culturais. Exemplo disso são os CEUS, que deverão retomar suas atividades em ampla escala, priorizando as ações de cultura digital, integradas a outros centros, como a Galeria Olido e o Centro Cultural São Paulo.
Temos de retomar o projeto do Museu da Cidade, ampliar Casas de Cultura, reestruturar bibliotecas e criar espaços culturais em cada Subprefeitura, incentivando a criação na periferia.
Pretendemos, ainda, articular com as administrações dos municípios da Região Metropolitana de São Paulo a criação de um consórcio público de arte-cultura, para ampliar e democratizar ainda mais o acesso à cultura, não só na cidade como também nos municípios vizinhos, que abrigam milhares de pessoas que trabalham em São Paulo mas que residem nestas cidades vizinhas.
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Soninha Francine
PPS
A Cultura é tão necessária e importante quanto outros direitos que o Estado deve se preocupar em garantir (e não algo supérfluo a ser pensado depois).
Nossas políticas públicas para a cultura levam em conta três eixos básicos: o apoio à produção, à difusão e à fruição de arte e cultura. A produção (de teatro, cinema, música, artes visuais, dança, circo, poesia, prosa, pesquisa etc.) pode receber apoio na forma de recursos diretos ou indiretos. As Leis de Fomento em vigor garantem o aporte de recursos orçamentários para teatro e dança; outras áreas precisam ser agraciadas também. É preciso sempre aperfeiçoar editais, critérios de seleção de julgadores e dos próprios projetos, transparência na prestação de contas, para assegurar que não haja escolhas desconectadas do mérito das propostas e proponentes.
Leis de Incentivo são mecanismos interessantes para captação de recursos públicos indiretamente, isto é, por meio de renúncia fiscal concedida a investidores privados. Porém, dado que a seleção do investimento é feita pelo doador/ patrocinador, não é difícil concluir que projetos que não tenham interesse mercadológico podem ser preteridos em favor de outros que tenham mais retorno de mídia ou bilheteria. A municipalidade tem de estabelecer critérios para a seleção dos projetos de acordo com sua política pública para a área da cultura; exigir transparência na prestação de contas e contrapartidas (ex.: cotas de ingressos gratuitos para estudantes e professores).
Um terceiro mecanismo de financiamento para projetos passa pelo Fundo Municipal de Cultura – que precisa ser regulamentado, “abastecido” e utilizado. O Fundo pode receber doações de empresas que desejem apoiar arte e cultura sem necessariamente escolher um projeto; os recursos do Fundo seriam investidos em projetos escolhidos por uma comissão formada por representantes do poder público e da sociedade civil.
Mas o apoio à produção não passa apenas pela destinação de recursos financeiros, mas também de estrutura - salas de ensaio, ateliês, estúdios de gravação e edição. Os centros culturais e casas de cultura devem estar abertos a essa utilização, naturalmente organizada de modo a não favorecer ou prejudicar ninguém.
Para a difusão da produção cultural, profissional ou não, a prefeitura tem de investir na divulgação dos espaços e sua programação – pela internet, material impresso, nas escolas e ônibus; garantir que os espaços públicos (escolas, bibliotecas, centros culturais, CEUs) disponham do que foi produzido com recursos públicos (livros, filmes, peças de teatro, etc.); tem de investir em formação de público (ensaios abertos, encontros com artistas, debates, palestras); criar um calendário de eventos (festivais, mostras, concursos) em vários espaços da cidade (praças, parques, ruas, ônibus, estações), além de apoiar iniciativas da sociedade; criar novos espaços (teatros, cinemas e cineclubes, bibliotecas, museus, galerias, casas de cultura); reformar, manter e garantir a ocupação democrática dos que já existem.
Naturalmente, essas ações visam também garantir a fruição, isto é, que a população de todos os lugares da cidade, todos os perfis e classes sócio-econômicas, possa ler livros, ouvir música, assistir a um filme ou espetáculo de dança, ver uma exposição. É preciso haver pontos de encontro entre público e artistas, inclusive nos casos em que os dois se misturam, como em um sarau.
As escolas públicas têm de usufruir plenamente dos equipamentos culturais da cidade, com programas permanentes de visitas previstas ao calendário escolar. E o próprio currículo deve incorporar atividades culturais, ligadas ou não ao conteúdo das matérias.
Também não podemos esquecer a preservação do patrimônio cultural material e imaterial – identificação, catalogação, divulgação e demais cuidados necessários.
Outros pontos do programa: a reformulação do Conselho Municipal de Cultura, cuja composição e modo de convocação devem ser desburocratizados; a organização de Conferências Municipais; a ampliação do VAI; o investimento em pólos e corredores de cultura em vários lugares da cidade; a criação de linhas de transporte interligando equipamentos culturais; a criação de um programa de “agentes comunitários de cultura”; oficinas, cursos e programas de estágio e intercâmbio para formação de técnicos e artistas.
Em todas as ações, é importante prever a participação popular e mecanismos de controle social. Exigir a ocupação de cargos por pessoas qualificadas. Lembrar que a cultura é um ótimo contraponto para o consumismo, o isolamento, a falta de amor próprio, a degradação nas relações com o entorno e outras pessoas, a violência; é uma atividade econômica importante, que gera muitos postos de trabalho e aquece outros mercados (como turismo e gastronomia) – mas não esquecer que é um direito de cidadania; um instrumento para o prazer, realização e felicidade.
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Geraldo Alckmin
PSDB – (PTB, PHS, PSL, PSDC)

l A gestão de Geraldo Alckmin na Prefeitura de São Paulo dará especial atenção ao artista, para sua contínua formação e circulação profissional. Apoiaremos a arte-educação; valorizaremos a cultura na construção do pensamento crítico das crianças e adolescentes; fortaleceremos a diversidade cultural das diversas regiões dentro da cidade e seus bairros. Trabalharemos de forma integrada e articulada com as outras secretarias municipais, para potencializar recursos destinados à gestão cultural. Vamos transferir recursos para que a sociedade civil promova a difusão cultural e participe ativamente do processo artístico. Para isso, criaremos uma política de “circulação de eventos”, ocupando equipamentos públicos municipais (teatros de escolas, centros desportivos, praças, bibliotecas, centros culturais, CEUs, escolas). Para isso, serão contratados artistas de dança, teatro, música e de outras áreas artísticas. Além do aproveitamento dos espaços já disponíveis na cidade, serão criados novos, como os Centros de Memória, visando à preservação da história dos bairros.
l Vamos dinamizar a Lei de Incentivo Municipal da Cultura, criando um programa de formação, fomento e difusão da produção artística de São Paulo. Para isso, vamos:
- agilizar os processos de análise dos projetos apresentados
- acelerar os trâmites de prestação de contas e
- aumentar os recursos financeiros destinados aos produtores culturais. Por exemplo, serão mantidos e ampliados todos os programas de financiamento ao teatro.
l As oficinas sobre o Fazer Cultural serão realizadas por meio da assinatura de convênios com artistas e produtores culturais. Assim será possível realizar programas itinerantes nos bairros, nas diversas formas de manifestação cultural, integrando-os à produção artística local.
l Distribuiremos ingressos para cinema e teatro para estudantes da rede municipal, como uma das estratégias para estimular o hábito cultural e a criação de platéia. Estes programas farão parte da grade escolar da rede municipal de ensino municipal. Ofereceremos atividades recreativas e culturais após as aulas, para incentivar os estudantes a ficar nas escolas por um período maior.
l A Agência de Desenvolvimento da Indústria Criativa de São Paulo será criada para apoiar, fomentar, incentivar os mercados editorial (livros e jornais impressos), audiovisual (televisão, rádio e filme), musical, de arte, design e moda, publicidade e relações públicas, arquitetura, novas tecnologias de comunicação e informação.
l A difusão cultural é uma das bandeiras da gestão Alckmin na Prefeitura. Nesse sentido, implantaremos um sistema municipal de internet sem fio e guia online de Cultura. E a criação dos Festivais Culturais das Quatro Estações, abrangendo, simultaneamente diferentes segmentos artísticos, preencherá o calendário artístico da cidade durante todo o ano.
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Representantes da Arte
ALDINE MULLER – PV – 43211

Aplauso - Qual o papel de uma vereadora?
Aldine – O vereador atua diretamente com o cidadão. Ou seja, ele mostra os problemas da comunidade e busca providências junto aos órgãos competentes. Também tem a função de fiscalizar as contas do Poder Executivo Municipal e do próprio Legislativo.
Aplauso – O que seria da vida sem a arte?
Aldine – No dia 23 de Agosto foi o Dia dos Artistas. Mais que uma homenagem aos artistas, a data representa também a importância da arte na vida de cada um de nós, tanto no que diz respeito à cultura e conhecimento quanto ao benefício que ele proporciona à mente, à alma, à nossa saúde. E isso, independente se você está do lado da platéia ou do palco. A arte faz bem pra todo mundo. Em São Paulo, temos espaço público, mas não temos tido tantas oportunidades para valorizar a classe. E quando os artistas deixam de ser beneficiados, todos os paulistanos deixam de ganhar. Cuidar para que a arte seja fortalecida também é minha meta.
MARLY MARLEY – PTB – 14024

Aplauso – Quais as suas propostas, na área da Cultura, para a cidade?
Marly – Levar o teatro à classe pobre da periferia da cidade com o apoio da Secretaria de Cultura; reavivar o Circo; junto com a Prefeitura, construir a Casa do Artista para abrigar os artistas idosos e sem condições de ter uma moradia digna; construir, em cada bairro, locais onde as crianças e adolescentes tenham aulas de teatro, dança, canto e música.
Aplauso – Fale um pouco da sua vida.
Marly – Comecei em Teatro de Revista, em 1957, e durante 10 anos, no Teatro de Alumínio, me apresentei com o José Vasconcelos, Zeloni, Renata Fronzi, Walter Pinto, etc. Trabalhei em humorísticos e novelas na TV, como jurada no programa de Raul Gil e no cinema, com Mazzaroppi e co-produções mexicana e alemã.
ACAMPAMENTO
Brincadeiras & Confusões
Curta metragem de vinte e cinco minutos, gravado em Digital HD, tendo como cenário, um sítio na região de Sorocaba, cujo título já propõe a sinopse do mesmo, ou seja: as peripécias, brincadeiras e traquinagens de um grupo de jovens acampados, durante um fim de semana.
O trabalho é resultado de dois cursos de três meses realizados pelo Sated/SP
1 - A CONSTRUÇÃO CINEMATOGRÁFICA
Curso técnico, Coordenado por Mário Vaz Filho, Roteirista e Diretor de Cinema, onde foram enfocadas todas as etapas do fazer cinematográfico, e cujo resultado foi a criação coletiva do Roteiro e a participação dos envolvidos na Equipe de Filmagem da presente obra, com as seguintes distribuições de tarefas:
Direção de Produção – Jussara Catarino/ Assistentes de Produção: Silene Bartchewsky e Wemerson Berto/ Produção de Set – Tamar Dias/ Figurinos – Paula Lima/ Maqiagem – Marcio Saad/ Continuidade – Nanny Gonçalves/ Claquete – Tatiane Nunes/ Microfonista – Julio César Adum/ Making Of – Karine Nunes/ Assistente de Direção – Paulo Pastella/ Técnicos Convidados: Eletricista - Alexandre Marques/ Direção de Fotografia e Câmera – Tony D´Ciambra
2 - CORPO & PENSAMENTO E INTERPRETAÇÃO
Ministrado por Junior Mosko, Mestre em Artes Cênicas, curso que procura mostrar as diferenças técnicas e práticas nas linguagens do cinema, teatro e televisão e que foi direcionado para os artistas mirins sócios do Sated, que formaram o elenco do curta metragem:
Amanda Chaptiska – Bianca Garcia – Elizângela Evarini – Flávia Manzini – Gleibson Marques – Jack Johnny – Jéssic Piolla – Kevin Liporace – Luana Silva – Mayara Lopes – Meghe Costa – Taynna Góes – Thais Melo – Thamires Nunes – Rafael Reis – Vanessa Teixeira Yuri Bomfim.
Participações Especiais dos Atores Sorocabanos: Bruno Dugois – Bruno Edson – Fábio Jurera – Ideraldo Guerra – Paulino Pinheiro – Willians Bailov
