Publicidade para crianças e trabalho Infantil: alguns pontos para reflexão

O ser humano é um ente em formação desde o instante do seu nascimento. E tudo o que decorre na sua vida, para o bem ou para o mal, permanecerá gravado no seu inconsciente, manifestando-se ou não nos seus atos conscientes. Trocando em miúdos, as experiências, contatos, brincadeiras, carinhos, abandonos e maus tratos podem, pela vida a fora, influenciar positiva ou negativamente as crianças, adolescentes e adultos.

 

Assim, o parecer do CONANDA , que tem como objetivo principal a defesa e proteção do menor – resguardando-o contra a publicidade negativa que o leva a um consumo irresponsável e inconsequente – é um ato positivo. Basta apenas lembrarmos dos índices de obesidade infantil que está atingindo níveis perigosos entre os nossos menores e o consumo inconsequente que afeta de modo cruel as finanças da família. Isto, sem mencionar os textos inadequados e impróprios para uma mente em formação.

 

Por outro lado, sem publicidade infantil, as crianças ficam sem o seu “cachê” que, no caso de muitas famílias, cobre despesas com educação e outras atividades benéficas. Piorando o quadro, quase todas as redes de canal aberto aboliram os programas infantis de suas grades, seguindo a logica comercial de “sem o dinheiro advindo da propaganda, não há verba para programas”.

 

Assim, antes da nossa assembléia no dia 28 de Julho, seria importante uma conversa entre nós no dia 26 de junho, às 13h00, para acertarmos os pontos que iremos defender e organizarmos alguns atos que fortaleçam as nossas manifestações. Espero Vocês. Saudações sindicais.

 

Ligia de Paula Souza – Presidente do SATED/SP


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